Em 2024, o Brasil atingiu uma taxa de 66% de crianças na faixa-etária adequada à alfabetização, marcando um progresso relevante no cenário educacional. Apesar do avanço, o indicador evidencia que milhões de estudantes ainda enfrentam dificuldades para ler e escrever no período esperado.
Especialistas reconhecem a importância do resultado, atribuindo-o a uma trajetória de ações coordenadas ao longo dos anos. Segundo Gabriel Correa, diretor de Políticas Públicas de uma organização dedicada à educação, o crescimento revela que a priorização de políticas públicas e a colaboração entre os níveis federal, estadual e municipal têm contribuído para melhorias na aprendizagem.
Entre as iniciativas que fortaleceram esse processo, destaca-se o Programa Nacional Criança Alfabetizada, que visa assegurar a alfabetização das crianças até o final do segundo ano do ensino fundamental. Para Felipe Proto, vice-presidente de educação de uma fundação voltada ao setor, o dado consolida a possibilidade de eliminar o analfabetismo precoce no país.
No entanto, o indicador revela disparidades regionais e sociais. Ainda há aproximadamente 34% de menores que não estão alfabetizados na idade adequada, reforçando a necessidade de atenção especializada. Gabriel Correa enfatiza o risco que essa fase representa para o percurso escolar das crianças que não adquirem habilidades de leitura e escrita no tempo certo.
Outro fator que pode impactar os resultados é o fato de a avaliação ter considerado, pela primeira vez, estudantes que vivenciaram a pré-escola durante a pandemia de Covid-19, o que possivelmente influenciou os números.
A orientação dos especialistas é de que os esforços no campo das políticas públicas sejam mantidos e intensificados. A meta é acelerar o avanço para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até o final do segundo ano, promovendo uma transformação significativa na educação brasileira.
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