A terapia de reposição hormonal pelo Sistema Único de Saúde (SUS) oferece uma alternativa acessível para indivíduos que enfrentam sintomas da menopausa e da andropausa, promovendo melhoria na qualidade de vida. O programa público cobre desde o diagnóstico até o fornecimento de medicamentos específicos para pacientes que atendem aos critérios de elegibilidade.
Esse tratamento visa substituir os hormônios que naturalmente diminuem com o envelhecimento, como estrogênio e testosterona, ajudando a aliviar sintomas como ondas de calor, insônia e perda de densidade óssea. O procedimento é realizado de forma integrada, combinando acompanhamento ginecológico ou urológico com ações preventivas para doenças cardiovasculares, buscando minimizar o impacto na rotina dos pacientes.
Qualquer cidadão que apresente sintomas compatíveis e seja avaliado positivamente por um médico tem direito a participar do programa. O primeiro contato se dá na Unidade Básica de Saúde (UBS) local, onde o clínico realiza uma triagem e solicita exames laboratoriais básicos para verificar os níveis hormonais. Os critérios de inclusão seguem rigorosas diretrizes do Ministério da Saúde para garantir segurança e eficácia do tratamento, incluindo mulheres em climatério, homens com deficiência androgênica e pacientes sem históricos de contraindicações graves.
A retirada dos medicamentos ocorre nas farmácias das unidades de saúde ou pelo Programa Farmácia Popular, mediante apresentação de receita médica válida, documento de identidade e cartão do SUS. Os hormônios disponíveis na rede pública seguem a lista oficial de medicamentos gratuitos do governo.
O início do tratamento exige um procedimento estruturado. Após agendar consulta com um clínico, o paciente realiza exames complementares, passa por avaliação com um especialista na enfermaria do SUS e, finalmente, retira o medicamento na farmácia pública com a prescrição adequada. Esse processo garante a administração de doses compatíveis às necessidades individuais.
O acompanhamento durante a terapia é fundamental. Diagnósticos periódicos, como mamografias e exames de próstata, além de monitoramento do densitometria óssea e do perfil lipídico, ajudam a prevenir efeitos adversos. O controle regular possibilita ajustes na dosagem, promovendo maior segurança e benefícios futuros, como a melhora na disposição física, saúde óssea e equilíbrio emocional. Assim, o programa busca favorecer um envelhecimento mais saudável e ativo às pessoas que utilizam o sistema público de saúde.



