A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, apresentou nesta terça-feira (7) os primeiros dados do Grupo Reflexivo para Homens (GRH), durante evento realizado no Fórum de Araçatiba. A iniciativa faz parte das ações de enfrentamento à violência contra a mulher, voltada à conscientização e à mudança de comportamento dos participantes.
O Grupo Reflexivo para Homens é uma política pública prevista na Lei Maria da Penha, que recomenda sua utilização como medida de responsabilização e reabilitação de agressores de violência doméstica. O programa consiste em encontros estruturados, que envolvem palestras, dinâmicas de grupo e rodas de conversa, com o objetivo de estimular a reflexão sobre atitudes, promover a escuta ativa e incentivar a construção de relações mais saudáveis. Criado em novembro de 2025, o programa já conta com três grupos formados.
Dados apresentados indicam que 46,2% dos participantes têm histórico de violência verbal contra as parceiras, enquanto 30,8% possuem registros de violência física. Também foram constatadas ocorrências de violência psicológica (7,7%), moral (7,7%), sexual (3,8%) e patrimonial (3,8%). A iniciativa busca contribuir para a conscientização e a interrupção do ciclo de violência doméstica na região.
A secretária de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres destacou a importância do programa. Segundo Ingrid Caldas Bastos, o objetivo é promover a conscientização quanto a comportamentos não violentos e desconstruir atitudes que levam à agressão. Ela ressaltou ainda que 98,5% dos participantes reconhecem seus atos e não voltam a praticar violência após a intervenção, considerando a iniciativa fundamental para a proteção das mulheres.
O coordenador do grupo, Alan Christi, reforçou a relevância da política pública no combate à violência de gênero. Ele afirmou que o programa é uma resposta avançada às necessidades de prevenção, complementando a Lei Maria da Penha ao oferecer um espaço de reeducação para autores de violência doméstica.
O juiz da Vara Criminal de Maricá, Felipe Gonçalves, também destacou o avanço do projeto. Ele ressaltou que a implementação do GRH no município representa uma atuação importante na educação de agressores, visando a evitar reincidências e promover o respeito às mulheres. Até o momento, a iniciativa está em fase de consolidação e deverá seguir como uma política de longo prazo na cidade.
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