abril 9, 2026
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09/04/2026

Prefeitura do Rio tenta vender antigo Hotel Praia Ipanema após fracasso nas negociações

O município do Rio de Janeiro intensifica esforços para liquidar a venda do antigo Hotel Praia Ipanema, uma das propriedades mais valorizadas na orla da Zona Sul. Depois de fracassadas tentativas anteriores, a Prefeitura começou a promover diretamente o imóvel junto a empresários do setor hoteleiro, com o objetivo de estimular uma transação que mantenha o edifício ativo e evite sua deterioração.

O hotel, encerrado em 2023 após 42 anos de operação, foi adquirido por uma construtora em torno de R$ 180 milhões. Os planos iniciais eram de converter a construção de 17 andares em uma residência de alto padrão, com um metro quadrado avaliado em cerca de R$ 100 mil. Contudo, essa proposta não avançou. A construtora tem dificuldades para concluir outros lançamentos na cidade, o que levou à busca por um comprador para o empreendimento, considerado um dos ativos mais valiosos do seu controlador, Nelson Tanure.

Emissões recentes do município apontam uma estratégia de retomada do imóvel por desapropriação, junto a outros imóveis de alto valor, como parte de uma tentativa de revitalização urbana. Em dezembro do ano passado, o prefeito Eduardo Paes colocou o Praia Ipanema na lista de possíveis desapropriações por meio de leilão público, concedendo um prazo de até dois meses para que os proprietários oferecessem alternativas de uso dos edifícios. A iniciativa visa combater a longa vacância que, segundo o município, prejudica o desenvolvimento da região.

Recentemente, o BTG Pactual, que tem realizado investimentos no setor hoteleiro e adquirindo hotéis de redes como a Accor, chegou a negociar o imóvel, mas o negócio não foi concretizado. A estrutura do Praia Ipanema possui 5.500 metros quadrados de área, distribuídos em lajes de aproximadamente 320 metros quadrados, todas com vista definitiva para o mar. Um dos principais atrativos é o rooftop, que tinha um restaurante com vista panorâmica de 360 graus, integrando vários pontos turísticos da cidade.

A dificuldade de efetivar o projeto pelo proprietário acompanha uma série de problemas enfrentados por outros empreendimentos da mesma construtora no Rio. Informações de fontes indicam que há pelo menos três projetos dessas características com prazos alterados, refletindo os obstáculos enfrentados pela empresa na conclusão de suas obras na cidade.


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