O Museu da Imagem e do Som de Copacabana começou a receber visitantes nesta quinta-feira (9), marcando o início de uma fase de abertura progressiva de suas atividades. Como parte desta etapa inicial, foi inaugurada a exposição temporária “Arquitetura em Cena: O MIS Copa antes da imagem e do som”, apresentada em cerimônia que contou com a presença do governador em exercício, Ricardo Couto, e da secretária de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
A exposição destaca a trajetória arquitetônica do edifício do museu, com ênfase na sua estrutura antes do início de suas operações voltadas à cultura audiovisual. Inicialmente, a visitação será restrita a grupos específicos, principalmente estudantes de redes públicas, acadêmicos de arquitetura, história e museologia, além de representantes de associações locais, setor comercial e hotelaria. A agenda de visitas deve ser agendada de forma online, adaptando-se à fase inicial de implementação do espaço.
A partir de 8 de maio, o público geral poderá explorar o museu mediante agendamento pela internet, cuja plataforma será disponibilizada pela Secretaria de Cultura. Danielle Barros reforçou o valor simbólico do espaço para a cultura fluminense, destacando sua função de integrar arte, memória e inovação à rotina diária da população.
Construído inicialmente em 2009, o MIS Copa passou por uma interrupção em 2014, sendo reiniciado em dezembro de 2021 pelo Governo do Estado. Projetado com recursos públicos e privados, o investimento total na obra foi de aproximadamente R$ 345 milhões, incluindo mais de R$ 126 milhões destinados à atual gestão para o desenvolvimento do conteúdo, execução das obras e elaboração do projeto museográfico. Investimentos adicionais vieram do programa Prodetur-RJ e de parceiros privados, como a Fundação Roberto Marinho.
O projeto arquitetônico do espaço, concebido como um “boulevard vertical”, oferece uma experiência imersiva na cultura e na memória audiovisual brasileira, combinando tecnologia, áreas de pesquisa, espaços educativos, cinema, auditório com 280 lugares, além de ambientes de convivência, como cafeteria e restaurante panorâmico com vista para a cidade.
Nos próximos meses, a equipe dará início à instalação da museografia, com a disposição de conteúdos expositivos interativos para completar o circuito de visitação. Com a operacionalização total do museu, estima-se um impacto econômico na ordem de R$ 651 milhões anuais no Rio de Janeiro, apoiando o desenvolvimento do turismo cultural na região.
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