A audiência de custódia de Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda, irmã do mestre de capoeira Paulinho Sabiá, voltou a evidenciar um dos casos mais notórios de Niterói em 2026. Após sua prisão na quarta-feira (8), ela é suspeita de ter ordenado o assassinato do próprio irmão, conforme informações da Polícia Civil. A decisão judicial prevista para esta sexta-feira (10) deve definir a continuidade ou a conversão da medida de prisão temporária para prisão preventiva.
A audiência, agendada para o final do dia, tem como foco esclarecer a manutenção da prisão de Adriana ou sua libertação, considerando as investigações em curso. A mulher foi detida na última semana com base em indícios de envolvimento no homicídio de Paulinho Sabiá, ocorrido em fevereiro passado na zona sul de Niterói.
De acordo com as apurações policiais, o crime foi praticado no bairro de Icaraí, onde Paulinho Sabiá foi atingido por disparos enquanto estava como passageiro de um carro dirigido por sua esposa. Testemunhas relataram uma tentativa anterior, dois dias antes, que não resultou em morte devido a uma falha na arma. No dia do assassinato, os autores agiram com o apoio de uma terceira pessoa, que estaria monitorando a rotina da vítima.
A investigação avançou após a prisão de Juan Nunes dos Santos, apontado como o piloto da motocicleta utilizada na ação. A apuração indica que os envolvidos tinham acesso a informações privilegiadas sobre os hábitos do mestre de capoeira, incluindo conversas no celular de Santos que demonstram contato frequente com Adriana, antes dos ataques. As buscas também apontam para uma possível motivação relacionada a interesses financeiros.
A morte de Paulinho Sabiá, reconhecido como um dos principais nomes da capoeira e fundador do grupo Capoeira Brasil, provocou grande comoção tanto na cidade quanto na comunidade brasileira e internacional de capoeira. O caso permanece em um estágio de investigação, aguardando a decisão judicial para os desfechos futuros.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



