abril 10, 2026
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10/04/2026

Fachin deverá manter Ricardo Couto na prefeitura do Rio até o fim do mandato, dizem fontes

Didi Vaz vira fiscal das próprias ações na secretaria - Bastidores do Rio

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, realizou encontro nesta sexta-feira com o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. Especula-se que a intenção seja mantê-lo na vice ainda até o final do ano, reduzindo assim as possibilidades de eleições diretas no estado antes de 2026, quando ocorre a próxima votação estadual.

Nos bastidores, há uma discussão sobre a possibilidade de encerrar um período de transição que se arrasta, considerando a aprovação de votos favoráveis à realização de eleições indiretas pelo STF. A medida visa a estabilizar o cenário político no Rio de Janeiro, diante de debates sobre os custos e a viabilidade de eleições diretas em curto prazo.

Em outro contexto, o ministro Gilmar Mendes acusou dezenas de deputados estaduais de receberem mesadas vinculadas ao jogo do bicho. Surpreendentemente, nenhuma declaração oficial de deputados vem contestando as alegações da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, diferentemente de episódios anteriores envolvendo o próprio Legislativo, como quando um advogado do PSD chamou a cidade de Gotham City.

No campo eleitoral, observa-se um uso intensificado da máquina pública por candidatos e uma propagação rápida de propaganda eleitoral irregular. Um levantamento realizado pelo Diário do Rio, com base no sistema PJe, aponta uma atuação limitada da Procuradoria Regional Eleitoral, o que causa preocupação por sua relevância na fiscalização do processo eleitoral. Especialistas alertam que, ao esperar o início oficial das campanhas, o dano ao equilíbrio do pleito pode ser irreversível, prejudicando a isonomia entre candidatos.

Na agenda política do próximo sábado, às 9h, está prevista uma reunião da executiva do PSOL-RJ na Lapa, confirmando William Siri como pré-candidato ao governo estadual pelo partido, conforme divulgado anteriormente por esta coluna.

Na área da saúde, o Tribunal de Contas do Estado identificou irregularidades em um contrato de gestão na Prefeitura de Japeri, firmado com a organização social CEMPES, no valor de R$ 71,8 milhões. A decisão, tomada em 16 de março, determina a notificação dos gestores responsáveis para que apresentem suas defesas. O contrato, firmado após chamamento público em 2024 com previsão de R$ 75,6 milhões para um ano de serviços, apresentou falhas técnicas, incluindo a ausência de metas, indicadores de desempenho, definição clara do objeto, detalhamento das unidades atendidas e previsão de margem de lucro, elementos que comprometem sua legalidade e transparência. A análise do mérito do processo ainda aguarda manifestação dos responsáveis, e nenhuma decisão definitiva foi tomada até o momento.


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