Nos supermercados brasileiros, uma porcentagem considerável de alimentos vermelhos, como balas, iogurtes, gelatinas, sucos e embutidos, contém um corante derivado de insetos triturados. Essa substância, presente na lista de ingredientes, é conhecida por seu aspecto natural, mas possui origem animal.
O corante mais utilizado dessa categoria é o carmim, também conhecido como ácido carmínico ou INS 120, E120. Sua variação de tonalidade vai do vermelho intenso ao rosa, dependendo da quantidade e da formulação do produto. Ele é amplamente empregado em doces, produtos lácteos, sucos, energéticos, bebidas alcoólicas aromatizadas, além de cosméticos como batons, sombras e blushes.
O carmim é produzido a partir do inseto Dactylopius coccus, popularmente chamado de cochonilha, que se alimenta de cactos do gênero Opuntia. Durante seu ciclo de vida, as fêmeas acumulam ácido carmínico, componente responsável pela tonalidade vermelha. Após processamento, esse pigmento é incorporado em diversos produtos de consumo.
A fabricação do corante envolve a criação controlada dessas cochonilhas, que, após a colheita, passam por etapas que incluem a extração do pigmento e sua purificação. O resultado é um composto utilizado na indústria alimentícia e cosmética por oferecer resistência à luz e ao calor, além de manter a coloração ao longo do tempo.
Entre os produtos que costumam conter o corante estão balas de goma e duras, marshmallows, coberturas de chocolate, iogurtes de fruta vermelha, sucos refinados e em pó, além de alguns embutidos com a finalidade de uniformizar a aparência interna. Cosméticos que usam o corante incluem produtos vermelhos ou rosados, como batons e blushes.
Para identificar a presença do corante em alimentos, é fundamental consultar a lista de ingredientes nos rótulos, onde os aditivos devem ser indicados pelo nome ou pelo código. Os principais termos utilizados para o carmim são “carmim”, “ácido carmínico”, “INS 120” ou “E120”. Outros termos comuns incluem “corante natural de cochonilha” e “carmim de cochonilha”.
Apesar das controvérsias, o uso do carmim permanece popular devido à sua estabilidade e tonalidade uniforme, além de sua durabilidade durante transporte e armazenamento. Entretanto, há um aumento na procura por alternativas de origem vegetal, como extratos de beterraba, urucum e antocianinas, por consumidores que preferem evitar ingredientes de origem animal ou artificiais. A tendência por produtos rotulados como “naturais” impulsiona essa busca por opções mais compatíveis com diferentes preferências.
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