Iniciativa que antes era considerada uma atividade de lazer passou a ser vista por muitas famílias como uma estratégia para reduzir custos na compra de alimentos. A prática de cultivar hortaliças, temperos e folhas em residências, seja em varandas, quintais ou apartamentos, tem ganhado popularidade diante das oscilações de preços no mercado de hortifrúti.
Embora o investimento inicial em sementes, vasos, adubo e ferramentas seja necessário, esses itens geralmente apresentam longa durabilidade, podendo ser utilizados em várias safras. Assim, a decisão de cultivar alimentos em casa deve ser avaliada considerando-se tanto os custos iniciais quanto as despesas mensais evitadas com compras externas, além do padrão de consumo de cada família.
A economia obtida ao cultivar alimentos em casa tende a ser mais significativa com itens de uso frequente e alto valor unitário, como ervas, folhas verdes, tomates cereja e alguns legumes. Cultivando esses alimentos, é possível reduzir de 10% a 30% os gastos mensais com hortifrúti, dependendo do perfil de consumo familiar, podendo gerar uma economia de R$ 20 a R$ 60 em um orçamento de R$ 200 por mês.
Para hortas mais estruturadas, que incluem variedades como rúcula, couve, pimentões e tomates maiores, a economia ao longo do ano costuma ser maior, especialmente em períodos de alta nos preços desses produtos, devido às variações climáticas e sazonais de oferta.
Nem todos os alimentos se mostram igualmente vantajosos para o cultivo doméstico. Produtos que crescem rapidamente, ocupam pouco espaço e se adaptam facilmente a vasos, como temperos e hortaliças de ciclo curto, geralmente oferecem o melhor retorno. Esses alimentos, além de reduzir o desperdício na fase de armazenamento, também contribuem para uma alimentação mais econômica e prática.
Para quem deseja iniciar a prática de cultivo com menor investimento, a recomendação é montar uma estrutura simples, usando materiais reaproveitados como potes, garrafas ou caixas plásticas. O foco deve estar na seleção de alimentos utilizados frequentemente, em locais com boa iluminação natural, com irrigação regular e cuidados básicos com pragas, facilitando a manutenção e aumentando a produtividade.
Começar com poucos tipos de plantas, como ervas aromáticas e folhas verdes, é uma estratégia eficiente para quem está iniciando, além de tornar o cultivo mais simples e acessível. Ainda, o uso de materiais reciclados ajuda a reduzir custos iniciais, enquanto a organização de um cronograma de regas e podas mantém a horta saudável e produtiva.
Além da economia, cultivar alimentos em casa oferece outros benefícios práticos. Facilita o acesso a ingredientes frescos, promove o melhor aproveitamento dos alimentos, reforça o entendimento sobre sazonalidade e estimula escolhas de consumo mais conscientes. Mesmo em espaços pequenos, essa atividade incentiva o uso racional dos recursos e pode contribuir para o equilíbrio financeiro familiar ao longo do tempo.
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