O índice de aprovação do governo de Cláudio Castro, do PL, no Estado do Rio de Janeiro reduziu-se em 18 pontos percentuais, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira. Enquanto em outubro do ano passado a avaliação positiva atingia 53%, atualmente ela está em 35%. Paralelamente, a desaprovação passou de 40% para 47% no mesmo período.
A pesquisa foi realizada após um momento de alta tensão na área de segurança pública, ocorrido durante a Operação Contenção nos complexos da Penha e do Alemão, episódio que resultou em 122 mortos. Naquele contexto, a avaliação favorável ao governo ganhou impulso devido à gestão na segurança.
Cláudio Castro deixou oficialmente o cargo no dia 24 de março ao se candidatar ao Senado, mas no dia seguinte teve sua elegibilidade questionada pelo Tribunal Superior Eleitoral, no julgamento do caso Ceperj, recurso que ainda está em análise. Apesar da pendência jurídica, o partido mantém Castro como ativo eleitoral, embora os dados indicam uma queda na influência do ex-governador sobre votos.
A nova pesquisa revela também que a maioria dos eleitores acredita que Castro não deve indicar o próximo governador. Dados apontam que 53% não consideram justa essa indicação, enquanto 36% defendem que ele deveria desempenhar esse papel. Uma parcela de 11% dos entrevistados não soube ou preferiu não responder.
Além disso, há uma forte demanda por mudanças na administração estadual. Para 43% dos entrevistados, o próximo governador deve promover uma renovação total na gestão, enquanto 34% defendem ajustes em aspectos específicos que ainda não estão satisfatórios. Apenas 17% acreditam na continuidade do trabalho atual do governo.
Atualmente, a situação política no Rio está em reconfiguração. Com Castro afastado, o comando do Estado é exercido de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto. O Supremo Tribunal Federal também acompanha os desdobramentos relacionados à crise sucessória.
A pesquisa foi realizada por intermédio de entrevistas presenciais domiciliares com 1.200 pessoas, entre os dias 21 e 25 de abril, sob registro no TRE-RJ. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
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