abril 29, 2026
abril 29, 2026
29/04/2026

Busca por empréstimos no Brasil aumenta, mas exige planejamento para evitar endividamento

A procura por empréstimo pessoal permanece elevada no Brasil, motivada pelo aumento dos custos de vida e pela necessidade de reorganização financeira. Apesar de ser uma solução ágil, a contratação sem planejamento pode levar a um aumento do endividamento. Assim, compreender os diferentes tipos de crédito, as taxas de juros e os critérios de aprovação é fundamental antes de fechar qualquer contrato.

Existem diversas modalidades de empréstimo disponíveis no mercado, cada uma com características específicas. O empréstimo pessoal é o mais acessível, com liberação rápida, porém costuma cobrar juros elevados. O crédito consignado é descontado diretamente na folha de pagamento ou benefício, apresentando juros mais baixos e sendo bastante utilizado por aposentados e servidores públicos. As opções com garantia, como a uso de imóvel ou veículo como garantia, geralmente oferecem taxas menores e valores mais altos. Já o cartão de crédito com rotativo, apesar de amplamente utilizado, possui custos elevados e exige cautela na utilização.

Nos últimos anos, bancos tradicionais e fintechs têm ampliado suas ofertas de crédito digital, facilitando aprovações mais ágeis. O score de crédito, ferramenta utilizada para avaliar o risco de inadimplência, desempenha papel importante nesse processo. Uma pontuação elevada aumenta as chances de aprovação, reduz os juros e melhora as condições de pagamento.

A crescente demanda por créditos rápidos também elevou a incidência de fraudes financeiras. Para evitar golpes, recomenda-se nunca realizar pagamento antecipado para obter empréstimo, desconfiar de garantias de aprovação, verificar se a instituição está autorizada pelo Banco Central do Brasil e evitar negociações que aconteçam somente por redes sociais ou mensagens.

O empréstimo deve ser considerado em situações estratégicas, como para quitação de dívidas com juros mais altos, investimentos que possam gerar retorno ou em casos de emergência. Por outro lado, seu uso para consumo impulsivo ou gastos desnecessários deve ser evitado.

Para reduzir os custos, é aconselhável comparar propostas de diferentes bancos e plataformas, negociar taxas antes de contratar, optar por prazos mais curtos e evitar atrasos nos pagamentos. Assim, o uso responsável do crédito pode representar uma ferramenta útil para organizar as finanças, desde que realizado com atenção e planejamento.


Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.

Vinkmag ad