O Ministério Público do Rio de Janeiro ofereceu denúncia nesta sexta-feira (1° de maio) contra o traficante Márcio Santos Nepomuceno, sua esposa, Marcia Gama Nepomuceno, o filho, Mauro Nepomuceno, e mais nove pessoas, acusando-os de envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, o grupo operava na lavagem de recursos obtidos por meio do tráfico de drogas em comunidades da cidade.
A ação é resultado de uma operação da Polícia Civil realizada na quarta-feira anterior, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados. Apesar de estar preso há mais de vinte anos, a promotoria afirma que Márcio Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, ainda teria influência significativa no Comando Vermelho, coordenando estratégias financeiras e a expansão da facção.
De acordo com as investigações, a mulher do traficante, Marcia Nepomuceno, administrava a gestão financeira do esquema. Ela teria recebido valores em dinheiro vivo de membros do tráfico, incluindo Edgar Alves de Andrade, Wilton Carlos Rabello Quintanilha e Luciano Martiniano, ocultando as origens ilícitas por meio da aquisição e gerenciamento de empresas, imóveis e fazendas.
A denúncia aponta que Oruam, identificado na ação penal, seria beneficiário direto do esquema financeiro. Utilizaria sua carreira musical para dar aparência legal às receitas ilícitas, que seriam empregadas em gastos pessoais, viagens, festas e investimentos. Esses recursos teriam origem no tráfico de drogas, repassados por integrantes do núcleo criminoso.
Outros indivíduos também estão envolvidos na estrutura do crime. Lucas Nepomuceno, integrante da família, atuaria na intermediação de ordens e na gestão de ativos. Já Carlos Alexandre Martins da Silva, Luiz Paulo Silva de Souza, conhecido como Magrão, e Jeferson Lima Assis, figurariam como operadores na lavagem de dinheiro e como figuras de apoio, assumindo papel de testa de ferro.
Segundo a denúncia, os líderes do tráfico, nomes como Doca, Abelha, Pezão e outros apelidados de 2D e Sam, controlariam as atividades do tráfico de drogas e repassariam parte dos lucros ao núcleo familiar responsável pela organização.
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