A vereadora Tatiana Roque apresentou na Câmara Municipal do Rio de Janeiro um projeto de lei que propõe a concessão de interesse público a uma área do Morro São Judas Tadeu, no bairro de Laranjeiras, visando a criação de um novo parque municipal na região.
O estudo engloba terrenos do Loteamento nº 49378, situados em área de encosta com vegetação densa de Mata Atlântica, na quarta Região Administrativa. Segundo a proposta, o Executivo será responsável por indicar os órgãos e equipes para desenvolverem os estudos necessários à implementação do espaço de lazer e preservação ambiental.
A iniciativa busca atender a uma reivindicação antiga dos moradores, que defendem a conservação da vegetação local e a transformação do espaço em um equipamento público dedicado a atividades culturais, esportivas, educativas e de convivência.
De acordo com a justificativa, o futuro parque reuniria as áreas do Parque da Alice e da Chácara Modesto Leal, totalizando aproximadamente 65 mil metros quadrados de área verde protegida. A Chácara, uma das últimas grandes chácaras ao longo do Rio Carioca no século XIX, possui cobertura vegetal de Mata Atlântica que se estende até Santa Teresa, além de oferecer um amplo panorama para pontos turísticos como o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara.
Entre seus objetivos, o projeto prioriza a conservação do ecossistema local, o incentivo a estudos científicos sobre fauna e flora, além de atividades recreativas, culturais e educativas. O projeto também reforça a importância de proteger o corredor florestal próximo ao Parque da Alice, a vegetação ao redor do Parque Guinle e a preservação do sítio paisagístico reconhecido pela UNESCO como Paisagem Cultural Urbana.
A proposta destaca o papel do parque na mitigação das temperaturas urbanas e na proteção do meio ambiente, especialmente em função das mudanças climáticas. A gestão da área ficaria a cargo da Prefeitura, que também poderá aceitar a adoção do espaço por organizações ou indivíduos, desde que seja garantido acesso público amplo, conforme a legislação vigente.
Além disso, a administração deverá desenvolver programas de preservação ambiental, fiscalizar intervenções na região e implementar ações de uso sustentável dos recursos naturais. A elaboração de um Plano de Manejo, com o apoio de instituições acadêmicas e da sociedade civil, também está prevista na iniciativa.
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