Nesta semana, uma cidade localizada no extremo norte do Alasca começou a vivenciar o período conhecido como “sol da meia-noite,” caracterizado pela permanência diária do sol no horizonte. Durante esse fenômeno, o sol permanece visível por semanas consecutivas, sem se pôr, até que seja possível prever o próximo pôr em uma data futura.
A ocorrência está relacionada à inclinação do eixo terrestre, que faz com que regiões próximas ao Polo Norte fiquem permanentemente orientadas para o sol durante o verão no Hemisfério Norte. Dessa forma, a luz solar incide de forma contínua, mesmo quando a cidade fica na madrugada, mantendo o céu claro por quase três meses. Como consequência, moradores precisam ajustar seus hábitos, utilizando cortinas blackout, alterando os horários de sono e reorganizando rotinas diárias, diante da iluminação constante.
Apesar da presença contínua do sol, as temperaturas na localidade permanecem relativamente baixas, raramente ultrapassando certos limites. Isso ocorre porque os raios solares chegam de forma bastante inclinada, dispersando o calor e limitando o aquecimento da superfície. Portanto, o fenômeno não promove aquecimento intenso, mesmo em pleno verão.
Após esse período de luz permanente, a cidade enfrentará uma fase de escuridão completa, conhecida como noite polar. Para o inverno, espera-se que o sol desapareça por semanas, com temperaturas podendo atingir níveis muito baixos, confinando a região na escuridão por um período prolongado.
Este fenômeno não se restringe ao Alasca. Outras regiões próximas ao Polo Norte, incluindo partes da Noruega, Suécia, Finlândia, Canadá, Groenlândia e Rússia, também testemunham o “sol da meia-noite” durante os meses de verão no Hemisfério Norte. Esses cenários atraem curiosos e turistas, que frequentemente compartilham imagens impressionantes de cidades iluminadas ao longo de 24 horas, tornando-se fenômenos naturais amplamente divulgados.
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