A Polícia Federal realizou, nesta sexta-feira, a Operação Sem Refino, no Rio de Janeiro, envolvendo buscas na residência do ex-governador Cláudio Castro. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e cumpriu mandados de busca e apreensão em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca.
A investigação apura possíveis atividades de um grupo empresarial do setor de combustíveis, suspeito de utilizar sua estrutura financeira e societária para ocultar patrimônios, disfarçar bens e enviar recursos ilegalmente ao exterior. Castro, que deixou o governo em 23 de março—um dia antes do Tribunal Superior Eleitoral retomar julgamento que o tornou inelegível por abuso de poder—não foi formalmente indiciado até o momento.
Atualmente, o governo do estado é gerido por um comando interino, sob o vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto. A saída de Castro do cargo ocorreu antes do entendimento oficial do TSE, que considerou a perda do mandato prejudicada e abriu discussão sobre a eleição do próximo governador, que poderá ser realizada de forma direta ou indireta.
O Rio de Janeiro enfrenta uma situação de instabilidade política, com cargos de governador e vice-vacantes e sem uma definição definitiva sobre a forma de escolha do novo chefe do Executivo estadual. Apesar do contexto judicial e político, Castro mantém a intenção de disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições.
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