Na manhã desta sexta-feira, agentes da Polícia Federal realizaram uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no contexto da chamada Operação Sem Refino. A ação ocorreu no apartamento do político, localizado em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, e envolveu o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
A operação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, investiga um possível esquema de fraude envolvendo benefícios fiscais. Além disso, o procedimento também visa Ricardo Magro, proprietário da Refit, na possível conexão com as irregularidades apuradas. Além do apartamento de Castro, a Polícia Federal executou 17 mandados de busca em diferentes locais, além de estabelecer sete medidas de afastamento de funções públicas em endereços situados no Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.
De acordo com informações da TV Globo, a emissão das ordens judiciais partiu do ministro Moraes, embora o advogado de Castro, Carlo Luchione, afirmou ao g1 que ainda não tinha conhecimento detalhado sobre os motivos das diligências. A investigação ocorre em momento de particular relevância, dado que Cláudio Castro deixou o cargo de governador em março, pouco antes do julgamento que o considerou inelegível por oito anos devido a ações de abuso de poder e captação ilícita de recursos, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar da restrição eleitoral, o ex-governador manifesta intenção de concorrer ao Senado nas próximas eleições, enquanto sua candidatura permanece pendente de análise jurídica.
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