Um projeto de lei aprovado nesta semana pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sugere declarar o humorista Fabio Porchat como pessoa não grata no estado, após declarações polêmicas relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta, articulada pelo deputado Rodrigo Amorim, ainda tramitará nas demais etapas legislativas, podendo, caso seja aprovada definitivamente, conferir ao humorista esse reconhecimento simbólico oficial.
A controvérsia teve início em 2025, quando Porchat, contratado da TV Globo, fez comentários irônicos sobre a facada sofrida por Bolsonaro durante sua campanha eleitoral em 2018. O projeto argumenta que as declarações do artista nas redes sociais, que foram consideradas jocosas e desrespeitosas, comprometem a honra do ex-presidente e seus apoiadores, além de desprezar a dignidade do cargo presidencial e os valores democráticos. A proposta foi aprovada por maioria na comissão, com cinco votos a favor e dois contra, e agora aguarda votação no plenário da Alerj.
A iniciativa foi apresentada inicialmente pelo deputado Rodrigo Amorim, do União Brasil, e contou com o apoio de deputados de diferentes legendas. Entre os apoiadores estão Alexandre Knoploch (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL). Já membros do PSB e do PSD, como Carlos Minc e Luiz Paulo, manifestaram-se a favor de Porchat, defendendo que ele não deve ser alvo de tal distinção. Por sua parte, o humorista externalizou sua reação nas redes sociais, postando um vídeo em tom irônico em que critica a discussão, sugerindo que ela revela uma distração com temas mais relevantes para a sociedade, como segurança pública e saneamento básico no Rio de Janeiro.
No vídeo, Porchat também mencionou outros políticos do estado e ironizou a situação, pedindo aos deputados que considerassem sua solicitação de modo cínico: “Fica aqui meu apelo, por favor, pensa com carinho, me dá essa chance.” O texto do projeto de lei destaca que a medida não terá consequências jurídicas, sendo mais uma manifestação de descontentamento moral diante de declarações consideradas ofensivas ao Estado e ao povo fluminense. O relator, deputado Alexandre Knoploch, afirmou que o reconhecimento não implica punições legais ou restrições à circulação do humorista na região.
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