maio 17, 2026
maio 17, 2026
17/05/2026

Policial civil e piloto do Aeroporto Morre após mais de um ano de luta contra ferimentos de ataque durante operação

Na manhã deste domingo, faleceu aos 46 anos o comandante Felipe Marques Monteiro, policial civil e piloto do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (SAER/Core) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A confirmação foi feita por sua esposa, Keidna Marques, através das redes sociais.

Morador de Niterói, Felipe foi baleado na cabeça em março de 2025, durante uma operação aérea na comunidade da Vila Aliança, na Zona Oeste do cidade. Desde então, vinha enfrentando uma longa recuperação, marcada por cirurgias, fisioterapia e tratamento contínuo.

O policial foi atingido por um disparo de fuzil enquanto sobrevoava a região em apoio à Operação Torniquete, uma ação direcionada ao combate de quadrilhas envolvidas em roubos e desmanches de veículos. Apesar da gravidade do ferimento, conseguiu colaborar na estabilização da aeronave para um pouso seguro.

Ele foi socorrido em estado crítico e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, depois transferido para o Hospital São Lucas, na Zona Sul do Rio. Segundo informações de sua família, o disparo causou lesões cranianas severas e a perda de parte significativa do estrutura do crânio.

Durante o tratamento de mais de um ano, Felipe passou por várias cirurgias, períodos de sedação, fisioterapia motora e uso de prótese craniana. Sua situação mobilizou colegas, moradores de Niterói e um grande número de pessoas nas redes sociais, com campanhas de doação de sangue e manifestações de apoio.

Em novembro de 2025, ele recebeu alta do centro de terapia intensiva após mais de oito meses de internação, mas no início deste mês precisou passar por uma nova operação devido à retirada de um hematoma. Após o procedimento, seu quadro clínico agravou-se em decorrência de novos sangramentos e infecção generalizada.

Reconhecido entre seus colegas pela experiência na aviação policial, Felipe Marques se tornou símbolo de resistência na luta pela vida após o ataque ocorrido em serviço. Seu caso reacendeu debates sobre os riscos enfrentados por aeronaves policiais durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.


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