O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou nesta segunda-feira um pedido da defesa de Jairinho para suspender o julgamento do caso Henry Borel, marcado para 25 de maio. O recurso solicitava acesso completo a dados de um notebook apreendido durante as investigações, alegando que o equipamento, parte do conjunto de provas desde 2021, não teria sido disponibilizado integralmente.
A decisão foi tomada pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, relator da 7ª Câmara Criminal do tribunal, que afirmou não haver ilegalidade ou emergência que justificasse a suspensão do procedimento. Segundo o magistrado, o pedido de acesso direto aos dados do dispositivo não encontra respaldo legal, especialmente após o avançar das fases processuais, além de ser inviável devido a possíveis danos ao equipamento decorrentes do longo período de armazenamento sem uso.
O processo, iniciado em 2021 após denúncia do Ministério Público, resultou na pronúncia dos réus em 2022, após identificação de indícios de autoria e materialidade. Desde então, a pauta de julgamento permanece pendente. Em março deste ano, o júri chegou a ser iniciado, mas foi suspenso após advogados de defesa deixarem a sessão, levando ao adiamento para maio de 2026.
O pai de Henry, Leniel Borel, que atua como assistente de acusação, critica a decisão, defendendo que a realização do júri não deve ser impedida. Ele destaca o volume de provas acumuladas ao longo de anos e ressalta a decisão recente de ministros do Supremo Tribunal Federal, que reforçaram a necessidade de celeridade na tramitação do caso, devido à gravidade dos fatos. Borel também condena a tentativa de suspensão às vésperas da nova data marcada, uma vez que o procedimento processual já havia sido interrompido anteriormente com a saída da defesa do plenário.
Por fim, o pai do menino espera que o júri aconteça conforme o planejado, defendendo que esse momento seja uma resposta à espera de cinco anos, período que, na visão dele, é maior que a própria vida de Henry.
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