maio 18, 2026
maio 18, 2026
18/05/2026

Policial penal do Rio é afastado após tentar levar substâncias ilegais ao presídio

Na manhã de 29 de janeiro, um incidente ocorreu na entrada do Presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão, Rio de Janeiro, interrompendo os procedimentos habituais de entrada na unidade. Durante a inspeção de rotina, um scanner detectou drogas e substâncias suspeitas na mochila de um inspetor da Polícia Penal.

Ao abrir a bagagem, os agentes encontraram frascos de medicamentos e uma caixa contendo uma caneta emagrecedora identificada como “retatrutida 40mg”. O inspetor afirmou que os itens estavam em fase de separação e que eram de uso pessoal. No momento, ele foi encaminhado à 17ª Delegacia de Polícia, onde a origem das substâncias está sendo apurada.

Após a apreensão, o policial penal foi afastado provisoriamente de suas funções e passou a responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen). Em fevereiro, o afastamento foi oficializado por portaria publicada no Diário Oficial, permanecendo em vigor até março.

Recentemente, o policial foi convocado para prestar esclarecimentos na 4ª Comissão Permanente de Inquérito Administrativo, acompanhado de advogado. O caso mantém-se sob investigação, enquanto a disciplina administrativa e as providências legais continuam em andamento.

A substância encontrada, identificada como retatrutida, tem chamado a atenção de órgãos de fiscalização e do mercado clandestino de produtos para emagrecimento por não possuir registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diferente de medicamentos autorizados, como Ozempic, Wegovy ou Mounjaro, ela ainda não foi oficialmente lançada no Brasil nem possui aprovação internacional, mas já circula em grupos de venda clandestina na região.

A Anvisa reforçou que medicamentos sem registro não podem ser comercializados no país, para garantir a segurança, qualidade e eficácia dos produtos. A entidade também destacou que medicamentos obtidos fora de estabelecimentos farmacêuticos regularizados representam risco aos consumidores, por não oferecerem garantias sobre sua composição ou armazenamento.

Nos anos recentes, a Polícia Federal tem registrado aumento na apreensão de medicamentos ilegais relacionados à perda de peso. Em 2025, foram apreendidos quase 800 itens, um número que já foi superado em 2026, mesmo antes da metade do ano.


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