maio 19, 2026
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19/05/2026

Prefeitura de São Gonçalo denuncia creche irregular suspeita de maus-tratos e negligência

Nesta segunda-feira, a Prefeitura de São Gonçalo confirmou que a Creche Cantinho do Céu, localizada no bairro Pacheco, operava de forma irregular, sem autorização legal para funcionamento na área de educação infantil. A unidade está sendo investigada sob suspeita de maus-tratos a crianças, com a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro envolvidas no acompanhamento do caso.

Em nota oficial, a administração municipal classificou a atividade como clandestina, destacando que o estabelecimento não possuía alvará de funcionamento ou licenças necessárias para atuar como creche ou instituição de ensino infantil. A prefeitura ressaltou ainda a ausência de licenças sanitárias, educativas e de posturas, em desacordo com as regulamentações locais.

Equipes de fiscalização, incluindo agentes da Subsecretaria de Posturas e Vigilância Sanitária, visitaram o endereço na manhã de hoje, acompanhando policiais da 74ª Delegacia de Polícia de Alcântara. Contudo, o imóvel estava fechado durante a inspeção. A Prefeitura anunciou que uma nova operação será realizada nos próximos dias para cumprir recomendações do Ministério Público.

A administração municipal destacou também que a creche não possuía autorização do Conselho Municipal de Educação, que chegou ao local, mas não foi recebida pelas responsáveis, deixando uma notificação formal. A situação reforça a irregularidade da unidade, que funcionava sem a supervisão adequada.

Desde o início das denúncias, moradores relataram episódios de violência física, humilhações, além de condições precárias na creche. Vídeos e depoimentos indicam agressões, puxões de cabelo, casts e negligência, além de mudanças comportamentais e marcas nos filhos das famílias envolvidas. Um vídeo divulgado mostra uma criança autista sendo agredida, e outro registra uma criança sendo sufocada com um travesseiro.

Relatos de funcionários antigos também descrevem falta de recursos essenciais, como colchões, brinquedos e itens de higiene, além de condições insalubres e improvisos na rotina de cuidado com as crianças. A Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para apurar os fatos, realizando perícias e análise de imagens.

A direção da creche afirmou que não condiz com os acontecimentos, afirmando ter afastado as funcionárias envolvidas e se colocando à disposição para colaborar com as investigações. O órgão também comunicou que os pais poderão solicitar reembolso dos valores pagos até o dia 22 de maio, caso desejem.

O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou uma investigação formal sobre o caso. A medida foi motivada por uma postagem em redes sociais que mostrou câmeras internas captando agressões às crianças por parte de funcionárias. O órgão solicitou inspeções junto ao Conselho Tutelar, à Vigilância Sanitária e à Defesa Civil, além de pedir informações ao Conselho Municipal de Educação, com um prazo de 10 dias úteis para respostas. O Núcleo de Promoções de Justiça também foi acionado para avaliar possíveis medidas criminais relacionadas ao episódio.


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