Moradores da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, continuam a relatar incômodo devido ao aumento na poluição sonora causada por aeronaves e a preocupações com a segurança aérea. Um estudo recente revelou que aproximadamente um a cada três voos realizados no Aeroporto de Jacarepaguá (Roberto Marinho) desrespeita os limites de altitude mínimos estabelecidos na região.
A pesquisa, sustentada por novos sistemas de monitoramento, como a tecnologia ADS-B, revelou que muitas aeronaves, principalmente helicópteros e aviões de pequeno porte, frequentemente operam abaixo das altitudes recomendadas, o que leva a situações de tráfego irregular. Essas operações incluem voos de empresas de óleo e gás e também passeios turísticos, ambos responsáveis por uma parte significativa do movimento aéreo na área.
Relatos indicam que esses voos, por vezes, passam a poucos metros de prédios residenciais e áreas próximas às praias locais, configurando uma rotina de irregularidades que incomoda moradores e coloca em dúvida a segurança das operações. Os dados coletados mostram que muitas dessas incursões ilegais vêm de rotas alternativas e do descumprimento de planos de voo orientados pelas autoridades de controle aéreo.
Associações de moradores da região atribuem o aumento desses incidentes ao desrespeito às regulamentações e pedem por fiscalização mais rigorosa. A preocupação vai além do barulho, abrangendo os efeitos negativos na rotina, como prejuízo às atividades comerciais, escolares e ao descanso dos residentes.
Diante do volume de irregularidades, espera-se que os órgãos reguladores possam intensificar a fiscalização. Pilotos e empresas de táxi aéreo que continuarem a exceder os limites de altitude podem ser alvo de sanções, incluindo multas, suspensões de licença e outras punições administrativas, especialmente em casos de reincidência.
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