A Prefeitura de Duque de Caxias, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, realiza ações de recomposição de áreas degradadas na cidade. As iniciativas abrangem locais como topos de morros, margens de rios, áreas atingidas por queimadas e terrenos invadidos, com a participação ativa da população como elemento-chave para o sucesso dos esforços.
Como parte de um programa de conscientização ambiental, a Secretaria promove atividades no Parque Natural Municipal da Caixa D’Água, localizado no Jardim Primavera. O projeto visa educar diferentes faixas etárias sobre a importância da preservação das matas, além de envolver moradores no cultivo de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Nesse espaço, há um viveiro sensorial inclusivo destinado à produção de mudas, onde crianças, adolescentes e adultos participam de sessões de plantio e aprendem sobre a biodiversidade regional.
Recentemente, uma iniciativa contou com a presença de vinte crianças atendidas pela Clínica Multidisciplinar Florescer, todas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A atividade proporcionou contato com sementes e mudas ameaçadas de extinção, reforçando a compreensão sobre a importância das árvores para o equilíbrio ambiental.
Dados ambientais indicam que aproximadamente 45% do território de Duque de Caxias possui vegetação nativa da Mata Atlântica. Para recuperar todas as áreas degradadas, estima-se a necessidade de cerca de 12 milhões de mudas de diversas espécies, o que demanda tempo, recursos financeiros, mão de obra especializada e técnicas específicas de manejo.
A participação da população é considerada fundamental para acelerar a recuperação, com ações de preservação e plantio de árvores nativas. Caso cada um dos mais de 800 mil habitantes do município, segundo o censo de 2022, cultive e plante pelo menos 15 mudas ao longo do ano, seria possível avançar na recomposição do ecossistema local.
Para facilitar o envolvimento comunitário, a Secretaria instalou um viveiro de plantas no Parque Natural da Caixa D’Água. O espaço oferece orientações para o manejo de espécies ameaçadas, como angico, ingá, jucá, ipê e embaúba, além de garantir acessibilidade a diferentes públicos, incluindo pessoas com deficiência e idosos. Cada muda produzida representa um passo na reabilitação ambiental, contribuindo para a meta de reflorestamento e a recuperação das áreas destruídas.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



