Policiais civis da Delegacia do Consumidor realizam nesta terça-feira (26) a terceira fase da Operação Mounjaro, focada em desarticular uma quadrilha que comercializa ilegalmente canetas emagrecedoras. A ação visa cumprir 29 mandados de busca e apreensão em 24 residências nas zonas Sul, Norte e Oeste do Rio de Janeiro, além de municípios da Baixada Fluminense.
Até o momento, uma mulher foi detida em flagrante ao ser encontrada com medicamentos armazenados de forma irregular em um apartamento. Ela é suspeita de vender e manipular clandestinamente as supostas canetas emagrecedoras.
As investigações tiveram início em 2025 após denúncias que apontaram a venda dos produtos fora de estabelecimentos autorizados, em desacordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os trabalhos revelaram que as drogas eram comercializadas por redes sociais e contavam com a participação de profissionais da saúde e de pessoas residentes em outros estados. A operação também abrange cidades de São Paulo, Minas Gerais, Ceará e o Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo operava de forma organizada, empregando profissionais da área da saúde para conferir aparência de legalidade às atividades ilegais. Além de gerar prejuízos financeiros aos consumidores, os medicamentos ilegais careciam de garantia de origem e controle de qualidade.
A ação busca apreender remédios proibidos, documentos, equipamentos eletrônicos e materiais que possam ajudar nos próximos passos das investigações. Os mandados estão sendo executados em pontos ligados aos investigados nas áreas de Copacabana, Leblon e Ipanema, na Zona Sul, na Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, além de locais no centro da cidade e em Duque de Caxias, na Baixada.
Por fim, a polícia ressalta que o uso das canetas sem orientação médica pode resultar em efeitos colaterais graves, incluindo pancreatite aguda e infecções bacterianas.
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