O Ibama realizou uma operação no Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão, cujo resultado foi a apreensão de armadilhas ilegais destinadas à captura de animais selvagens e a aplicação de multas que totalizam R$ 195 mil. A ação, denominada Operação Hermes, ocorreu entre os dias 11 e 22 de maio, focando no combate a crimes ambientais relacionados ao comércio internacional de fauna.
Durante a fiscalização no setor de cargas internacionais, os agentes ambientais recolheram 190 redes de neblina, também chamadas de redes de névoa, além de cinco armadilhas do tipo laço, frequentemente usadas na caça clandestina de javalis. Ao todo, foram lavrados 190 autos de infração por irregularidades constatadas. Os equipamentos estavam sendo introduzidos no país sem autorização e destinados a atividades ilegais de captura de animais silvestres. As redes de neblina são geralmente empregadas para capturar aves e morcegos, devendo ser utilizadas somente mediante autorização prévia, inclusive para fins científicos. O uso sem licença constitui infração prevista na legislação ambiental brasileira.
As armadilhas de laço, compostas por cabos de aço com mecanismos que se fecham ao tentar escapar, representam uma prática condenada pela lei devido ao alto sofrimento que causam aos animais e ao risco de captura acidental de espécies não alvo, incluindo animais ameaçados de extinção. Segundo a normativa do Ibama, somente armadilhas do tipo jaula e curral podem ser legalmente utilizadas para controle autorizado de fauna.
O órgão também destacou que a importação e o uso desses dispositivos têm crescido de forma clandestina, especialmente em áreas de mata, alimentando o tráfico de fauna e tornando-se um fator de ameaça à biodiversidade. Além disso, a legislação brasileira proíbe a comercialização de instrumentos utilizados na caça de animais silvestres, conforme estabelecido na Lei nº 5.197/1967.
A Operação Hermes faz parte de uma série de ações de fiscalização destinadas ao monitoramento de cargas internacionais e ao combate ao comércio ilegal de produtos que representam risco à conservação da fauna brasileira. As autoridades continuam vigilantes avançando no combate às práticas ilícitas no transporte e na comercialização de materiais destinados à caça.
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