O Feira Preta Festival está previsto para acontecer entre os dias 29 e 31 de maio, na Região Portuária do Rio de Janeiro, abrangendo locais como o Píer Mauá, Armazém Kobra e diversos espaços na Pequena África. Esta edição reafirma a relevância do maior evento de cultura e economia negra da América Latina, reunindo atividades que incluem shows, debates, exibições de cinema, feira de empreendedores, gastronomia, moda e inovação de origem afro-brasileira.
A iniciativa é realizada em parceria com o projeto Viva Pequena África e busca estabelecer conexão entre passado e futuro da diáspora africana, por meio de uma programação voltada ao fortalecimento das identidades negras e ao desenvolvimento social e econômico local. A escolha do território da Pequena África é estratégica, por sua história marcada pela chegada, circulação e resistência de povos de matriz africana, além de simbolizar uma geografia de memória e esperança.
Ao longo do evento, diferentes ações serão promovidas. Na sexta-feira, há o painel de abertura do BNDES sobre crédito e impacto social, além de uma cerimônia de xirê conduzida por grupos tradicionais como Ilê Asé Iyá Omi Funfun e os Filhos de Gandhi Rio. No sábado, destaque para o Cortejo do Cordão do Prata Preta, apresentações de dança, atividades no Cais do Valongo, debates sobre o presente e o futuro da Pequena África, além do tradicional Baile Black Bom no Palco Pedra do Sal, com shows de Dom Filó e Sandra Sá.
No encerramento, o domingo conta com o cortejo do Bloco Coração das Meninas, apresentações musicais, atividades culturais e sessões de cinema negro, na mostra Cine Raiz, que exibe longas e curtas ligados à história e às expressões culturais afro-brasileiras. Durante todo o fim de semana, também haverá atividades de literatura, contações de histórias e ações de valorização da memória e da cultura afro.
Um dos destaques atuais é o lançamento do edital da Rede Memória Viva, uma iniciativa que busca mapear e conectar organizações dedicadas à preservação da memória negra no Brasil, promovendo a troca de experiências e valorizando territórios de memória afro-brasileira. O projeto visa criar um mapa interativo até 2027, com informações em português, inglês e espanhol, fortalecendo iniciativas locais e promovendo o turismo de base comunitária. A seleção das organizações deve ocorrer até setembro, e o edital será divulgado em junho, com etapas de inscrição e critérios voltados à preservação da herança africana e ao impacto social.
O evento é promovido pelo BNDES, apoiado por fundações e instituições de fomento, e organizado por uma coalizão que inclui o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), a Diáspora.Black e a Feira Preta, sinalizando a continuidade do esforço de fortalecer a cultura e a economia negras no Brasil.
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