maio 28, 2026
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28/05/2026

Enterro de pedreiro vítima de tiroteio por policiais no Jardim Catarina reúne 150 pessoas

Na tarde desta quinta-feira, o corpo de Marcelo da Cruz Silva, vítima de disparos durante uma operação policial no Jardim Catarina, foi sepultado no cemitério São Miguel, em São Gonçalo. O funeral contou com a presença de aproximadamente 150 pessoas, em meio a um clima de condolência.

A cerimônia foi marcada por emoções, especialmente por parte de Carol, esposa de Marcelo. Ela destacou suas qualidades, reforçando sua conduta como trabalhador e pessoa de bom carácter. Durante o enterro, ela expressou o quanto a perda afeta toda a família, que também é composta por profissionais da construção civil. Carol comentou sobre a dificuldade de comunicar a tragédia ao filho do casal, de apenas oito anos, e lamentou a ausência do marido e pai, questionando quem pode substituí-lo na orientação e apoio ao menino.

A segurança no local foi reforçada por agentes da Polícia Militar e da Guarda Municipal, que aumentaram o efetivo e o patrulhamento ao redor do cemitério. Apesar da comoção, o procedimento ocorreu dentro do horário previsto e não houve registros de tumulto.

As circunstâncias que levaram à morte de Marcelo e do colega Edivan Felipe de Assis, de 46 anos, ainda estão sendo investigadas. Conforme testemunhas, os dois estavam a caminho de suas atividades laborais quando foram atingidos por tiros de policiais militares, que supostamente confundiram objetos de trabalho com armas de fogo. O velório de Edivan está previsto para a próxima sexta-feira, no mesmo local, às 14h30.

Casos semelhantes de confusão entre objetos cotidianos ou de uso laboral e armas de fogo por parte de agentes de segurança têm sido recorrentes na região. Entre exemplos documentados estão a morte de um catador de recicláveis que carregava um pedaço de madeira, confundido com fuzil, e o de um garçom que portava um guarda-chuva e um suporte para bebê em uma abordagem na Zona Sul. Outros incidentes envolvem uma furadeira confundida com arma de fogo e um macaco hidráulico interpretado como uma arma, resultando em homicídios por parte de policiais. Essas ocorrências evidenciam a complexidade de ações policiais que muitas vezes culminam em vítimas fatais por erro na identificação de objetos.

As investigações sobre a morte de Marcelo estão em andamento, incluindo a análise da responsabilidade dos policiais envolvidos. Os detalhes e o andamento processual desses casos podem ser acompanhados por órgãos oficiais do Ministério Público e do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.


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