maio 31, 2026
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31/05/2026

Polícia Militar de Niterói e São Gonçalo integra cães e cadela em suas rotinas e histórias

Cães resgatados de situação de abandono tornaram-se integrantes simbólicos e afetivos em batalhões da Polícia Militar em Niterói e São Gonçalo, fortalecendo laços de companheirismo e acolhimento entre os policiais e os animais.

No 12º Batalhão de Polícia Militar (Niterói), dois cães, identificados como Estopa e Choquito, passaram a fazer parte da rotina da unidade após serem encontrados em condições precárias há aproximadamente um ano. Com cuidados iniciais fornecidos pelos policiais, ambos foram incorporados ao ambiente militar, criando laços próximos com os agentes no dia a dia da corporação.

Estopa, apelidado de ‘Estopinha’ pelos colegas, foi o primeiro a chegar ao batalhão. Segundo relato de uma policial responsável pelo cuidado dos cães, ele foi encontrado com problemas de saúde, recebendo tratamento, vacinas e carinho, o que facilitou sua adaptação à rotina institucional. Com o tempo, o cão passou a atuar como um verdadeiro mascote do agrupamento, inclusive recebendo uma farda especial, simbolizando sua integração ao grupo.

Pouco tempo após a chegada de Estopa, surgiu Choquito, que inicialmente despertou ciúmes no companheiro, mas posteriormente passou a dividir com ele as tarefas de proteção e interação com os policiais. Ambos demonstram uma sensibilidade aguda à movimentação da unidade: reconhecem policial de farda e permanecem atentos mesmo àqueles que chegam disfarçados, como se protegessem a instalação.

Além de sua função de observação, os cães acompanham visitantes na entrada do batalhão, indicando quando a presença de uma pessoa foi aprovada pelos policiais. Eles possuem personalidades distintas; enquanto Choquito é mais reservado, Estopinha demonstra maior vigilância. Seus nomes foram escolhidos por suas características físicas, com Estopa assim nomeado por sua pelagem embolada na chegada, memorizando a aparência de uma “estopa antiga”. Já Choquito recebeu esse apelido devido à coloração de sua pelagem.

Durante o cotidiano, Estopinha também realiza “plantões” na unidade, permanecendo na guarita em horários noturnos. Sua presença faz parte de uma dinâmica de convivência que contribui para o bem-estar emocional dos integrantes do batalhão.

Em São Gonçalo, a cadela Rajada, conhecida como Cabo Rajada, também conquistou espaço na rotina do 7º BPM. Sua história começou durante uma operação no bairro de Jardim Catarina, ocasião na qual buscou abrigo em meio a um tiroteio. Após acompanhar os policiais de retorno ao batalhão, ela passou a residir na unidade, permanecendo até hoje.

Estilo preguiçoso, Rajada costuma descansar pelos setores internos, mas acompanha as atividades e também busca momentos de tranquilidade em locais mais frescos. Ágil e atenta, demonstra inteligência e sensibilidade, além de ser uma presença constante e querida pelos policiais. Sua coleira, registrada como patente de cabo, simboliza sua aceitação e estima na corporação.

Tanto Estopa, Choquito quanto Rajada representam um componente importante na rotina de trabalho policial ao oferecer conforto emocional e estímulo de afeto em meio a tarefas que muitas vezes exigem grande dedicação e resistência. Para os policiais, esses cães trazem um sentimento de acolhimento, ajudando a humanizar a rotina militar e promover um ambiente de maior bem-estar para todos os envolvidos.


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