O governo estadualel lançou uma estratégia de redução na quantidade de cargos comissionados, após uma rodada inicial de exonerações. Embora ainda não tenha sido oficializado por meio de documento, a orientação é para que cada secretaria diminua entre 15% e 20% de suas posições de confiança. Essa medida deve resultar na eliminação de aproximadamente 2 mil a 2,5 mil cargos.
A iniciativa ocorre na sequência de uma série de exonerações publicadas no Diário Oficial desde o início da gestão interina. Entre 24 de março e 3 de junho, foram exonerados cerca de 3.150 servidores, de acordo com números internos. Desta vez, o objetivo, segundo fontes do governo, não se restringe a cargos considerados sem atuação efetiva, mas também busca reduzir a estrutura inflada e pouco funcional do aparato público estadual.
Algumas secretarias têm recebido a orientação de realizar cortes sem grande resistência. Em certas pastas, gestores percebem a medida como uma oportunidade de eliminar indicações políticas herdadas de administrações anteriores, muitas das quais mantidas por afinidade política e com baixa produtividade prática.
O comando do governo tem sido comparado a um “dono da motosserra” nos bastidores, devido à frequência dos cortes e à imposição de uma estrutura mais enxuta. A Secretaria de Estado da Casa Civil, liderada por Flávio Willeman, foi a que mais reduziu seu quadro de funcionários comissionados. Desde o início da gestão, a quantidade caiu de 1.692 para 670 cargos, representando uma redução superior a 60%. Nesse período, também houve cerca de 800 exonerações na pasta.
A simplificação estrutural está acompanhada de mudanças administrativas, incluindo a saída da Subsecretaria de Gestão de Pessoas e da Subsecretaria de Projetos Estratégicos e Pacto RJ, cujas exonerações serão oficializadas em breve.
O governo estima que a eliminação de cargos já atingiu aproximadamente 3.600 servidores, proporcionando uma economia de aproximadamente R$ 230 milhões até o final de 2023. As investigações e auditorias continuam em secretarias e entidades da administração indireta, incluindo empresas estatais dependentes e não dependentes, podendo resultar em novas exonerações conforme avançam as análises conduzidas pela Casa Civil e pela Secretaria de Governo.
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