Um membro do núcleo financeiro do Comando Vermelho foi detido pela Polícia Federal durante uma operação que visou desarticular as estruturas financeira e logística da facção criminosa. O indivíduo foi localizado no Suriname e, junto com sua esposa, que também está sob investigação, foi extraditado para o Brasil.
A ação ocorreu no âmbito da Operação Red Fox, que cumpriu 13 mandados direcionados a integrantes e operadores ligados ao grupo. Segundo apurações, o casal foi encontrado em uma residência de luxo na capital do Suriname, Paramaribo, durante a operação policial realizada pelas autoridades locais.
Conforme as investigações, o suspeito negociou a compra de um lote com 10 fuzis AK-47, destinados ao braço do Comando Vermelho que atua na Região Norte do país. Após desembarcar em Belém, ambos foram presos por agentes federais. Ainda segundo as investigações, a esposa desempenhava funções relacionadas à organização financeira e logística da movimentação criminosa do grupo.
As apurações indicam que o preso mantinha contato direto com “Doca”, considerado uma das lideranças do Comando Vermelho e que permanece foragido. Essa ligação teria sido utilizada para tratar da aquisição das armas. Além disso, identificou-se que “Berg”, responsável pela parte financeira do grupo, efetuou pagamentos parcelados ao fornecedor. Já “Barriga” teria enviado a “Doca” dados bancários e uma chave Pix vinculada a “Arnaldo” para o depósito de R$ 150 mil referentes ao negócio de armas.
Em continuidade às investigações, outros dois suspeitos foram detidos no Brasil. Um deles foi preso no Rio de Janeiro e é investigado por utilizar contas bancárias pessoais e jurídicas para movimentar valores ilícitos e pagar fornecedores ligados à organização. O segundo foi localizado em Tabatinga, no Amazonas, sendo apontado como responsável por uma empresa usada para movimentações financeiras vinculadas à logística internacional de drogas e armas.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens que totalizam aproximadamente R$ 500 milhões e suspendeu as atividades de empresas sob suspeita de funcionarem como fachada para o grupo. Os principais investigados que continuam foragidos incluem “Doca”, considerado o líder do Comando Vermelho, além de “Berg” e “Barriga”. As próximas etapas da operação visam localizá-los e aprofundar as investigações.
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