Na madrugada desta terça-feira, aproximadamente 50 visitantes no Mirante Dona Marta, em Botafogo, presenciarem um intenso tiroteio na comunidade Santa Marta, próxima ao local. O confronto ocorreu logo após às 4h, durante uma operação policial na área.
A ação integrava a segunda fase da Operação Contenção, promovida pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo principal é reduzir a influência do Comando Vermelho na região, combater a expansão da facção e atingir sua estrutura financeira. Até o momento, três suspeitos foram detidos na operação.
Durante o enfrentamento, agentes policiais tiveram que tomar medidas de proteção, enquanto moradores e turistas nas imediações do mirante ouviram os disparos e relatos de explosões. O som dos tiros foi percebido em diversas regiões de Botafogo, gerando apreensão na comunidade local. A visitação ao Mirante Dona Marta, conhecido por uma das vistas mais privilegiadas da cidade, segue sob vigilância, porém, até a publicação, não há registros de feridos relacionados ao confronto.
A ação policial tinha como foco traficantes atuantes na comunidade Santa Marta. Durante o confronto, um passageiro de um ônibus foi atingido por um disparo na Rua São Clemente, principal via de acesso à comunidade. Ademais, pessoas que estavam no mirante para acompanhar o nascer do sol ficaram impedidas de deixar o local devido à troca de tiros intensa.
Ao todo, a operação envolveu o cumprimento de 44 mandados de prisão e busca e apreensão, expedidos pela 26ª Vara Criminal da capital. As primeiras rajadas de tiros começaram logo após a chegada das equipes policiais à área, e a movimentação na região foi intensa, com viaturas estacionadas na Rua São Clemente e pelo menos dois helicópteros dando suporte às operações no terreno.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão às Entorpecentes, teve início em 2024. Segundo as apurações, a liderança do tráfico na comunidade está ligada a Ronaldo Pinto Lima e Silva, conhecido como Ronaldinho Tabajara ou R9, que exerce influência mesmo estando custodiado no Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Entre os envolvidos identificados pela polícia estão também Francisco Rafael Dias da Silva, conhecido como Mexicano, considerado um dos principais aliados do traficante. A força-tarefa descobriu um grupo de 44 suspeitos, incluindo gerentes do tráfico, homens responsáveis pela segurança, vendedores de drogas e vigilantes encarregados de monitorar os acessos ao morro. A operação permanece em curso, com monitoramento contínuo na área.
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