Moradores do Leme, na Zona Sul do Rio de Janeiro, enfrentam novamente instabilidades na distribuição de energia elétrica, cinco meses após um apagão que deixou a região sem luz por mais de 45 horas. Desde a madrugada de terça-feira (23), trechos das ruas General Ribeiro da Costa e Anchieta operam com fornecimento de energia em apenas uma fase, causando transtornos em residências e condomínios locais.
A devolução parcial do serviço tem provocado diversos problemas para os habitantes da área, incluindo a queima de eletrodomésticos e a interrupção de equipamentos essenciais em estabelecimentos residenciais. Em uma das construções na Rua General Ribeiro da Costa, o elevador precisou ser desligado preventivamente para evitar danos. Sem uma previsão clara para a normalização do abastecimento, algumas unidades têm considerado a aquisição de geradores como medida emergencial.
A concessionária de energia responsável, a Light, esclareceu que a falha decorre de uma ocorrência na rede subterrânea de distribuição, considerada de maior complexidade. A empresa afirmou que equipes técnicas já estão empenhadas na investigação e na reparação do problema. Além disso, a companhia adotou a medida preventiva de ativar geradores para minimizar os impactos até que o serviço seja totalmente restabelecido.
Este episódio reforça uma série de reclamações dos moradores do Leme relacionadas à qualidade do fornecimento de energia. Em janeiro passado, a região sofreu um apagão prolongado que deixou milhares de consumidores sem luz por dias, afetando moradores, comércio e serviços essenciais. Na ocasião, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro acionou a Justiça, que determinou o imediato restabelecimento da energia e estabeleceu multas diárias caso a concessionária não cumprisse a decisão de forma tempestiva.
O conflito também levou o Procon Carioca a solicitar explicações da Light sobre os atrasos no retorno do serviço. Além disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) puniu a empresa com uma multa de R$ 28,3 milhões, referente a falhas na rapidez do restabelecimento após incidentes ocorridos entre outubro de 2022 e setembro de 2023. A fiscalização identificou quase 40 mil ocorrências em que a energia demorou mais de 24 horas para ser reativada, afetando aproximadamente 78 mil consumidores.
Atualmente, a situação evidencia a necessidade de ações mais efetivas por parte da concessionária para melhorar a qualidade do serviço prestado na região, cuja retomada plena do fornecimento é aguardada pelas comunidades afetadas. Os próximos passos envolvem a continuidade do trabalho técnico para solucionar a falha e possíveis medidas para evitar episódios semelhantes no futuro.
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