junho 24, 2026
junho 24, 2026
24/06/2026

Moradores do Leme enfrentam nova instabilidade no fornecimento de energia após apagão de maio

Moradores do Leme, na Zona Sul do Rio de Janeiro, enfrentam novamente instabilidades na distribuição de energia elétrica, cinco meses após um apagão que deixou a região sem luz por mais de 45 horas. Desde a madrugada de terça-feira (23), trechos das ruas General Ribeiro da Costa e Anchieta operam com fornecimento de energia em apenas uma fase, causando transtornos em residências e condomínios locais.

A devolução parcial do serviço tem provocado diversos problemas para os habitantes da área, incluindo a queima de eletrodomésticos e a interrupção de equipamentos essenciais em estabelecimentos residenciais. Em uma das construções na Rua General Ribeiro da Costa, o elevador precisou ser desligado preventivamente para evitar danos. Sem uma previsão clara para a normalização do abastecimento, algumas unidades têm considerado a aquisição de geradores como medida emergencial.

A concessionária de energia responsável, a Light, esclareceu que a falha decorre de uma ocorrência na rede subterrânea de distribuição, considerada de maior complexidade. A empresa afirmou que equipes técnicas já estão empenhadas na investigação e na reparação do problema. Além disso, a companhia adotou a medida preventiva de ativar geradores para minimizar os impactos até que o serviço seja totalmente restabelecido.

Este episódio reforça uma série de reclamações dos moradores do Leme relacionadas à qualidade do fornecimento de energia. Em janeiro passado, a região sofreu um apagão prolongado que deixou milhares de consumidores sem luz por dias, afetando moradores, comércio e serviços essenciais. Na ocasião, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro acionou a Justiça, que determinou o imediato restabelecimento da energia e estabeleceu multas diárias caso a concessionária não cumprisse a decisão de forma tempestiva.

O conflito também levou o Procon Carioca a solicitar explicações da Light sobre os atrasos no retorno do serviço. Além disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) puniu a empresa com uma multa de R$ 28,3 milhões, referente a falhas na rapidez do restabelecimento após incidentes ocorridos entre outubro de 2022 e setembro de 2023. A fiscalização identificou quase 40 mil ocorrências em que a energia demorou mais de 24 horas para ser reativada, afetando aproximadamente 78 mil consumidores.

Atualmente, a situação evidencia a necessidade de ações mais efetivas por parte da concessionária para melhorar a qualidade do serviço prestado na região, cuja retomada plena do fornecimento é aguardada pelas comunidades afetadas. Os próximos passos envolvem a continuidade do trabalho técnico para solucionar a falha e possíveis medidas para evitar episódios semelhantes no futuro.


Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.

Vinkmag ad