junho 30, 2026
junho 30, 2026
30/06/2026

Greve dos motoristas de ônibus no Rio completa segundo dia com aumento na circulação de veículos

Nesta terça-feira (30), o segundo dia de greve dos motoristas de ônibus no Rio de Janeiro contribuiu para a redução significativa na circulação dos coletivos na cidade. Conforme informações do sindicato Rio Ônibus, que representa a categoria na região, cerca de 1.350 veículos operaram na cidade, um aumento em relação às 900 unidades que saíram às ruas no primeiro dia de paralisação. No entanto, esse volume permanece abaixo das 1.800 unidades, que representam metade da frota, conforme determinação judicial.

A interrupção afetou o transporte público de diversas formas. Passageiros relataram longas esperas nos pontos e terminais, inclusive no terminal Gentileza, onde a operação ocorreu com apenas um ônibus de madrugada, já lotado. No sistema BRT, a MOBI-Rio informou que a quantidade de ônibus articulados em circulação aumentou 26% em comparação com o dia anterior, totalizando 361 unidades. Ainda assim, as plataformas, como a do Terminal Jardim Oceânico, estavam vazias durante a manhã. Trens, barcas e linhas de metrô continuam operando normalmente.

A Justiça do Trabalho agendou para esta terça uma audiência de conciliação sobre o dissídio coletivo envolvendo os trabalhadores. Após a reunião, o presidente do sindicato dos rodoviários convocou uma assembleia para discutir a continuidade do movimento. Segundo Sebastião José, a expectativa é que as negociações resultem em uma proposta capaz de encerrar a greve, uma vez que as reivindicações da categoria estão sendo consideradas importantes.

Na segunda-feira, as paralisações provocaram filas de até duas horas para embarque, levando alguns passageiros a desistirem do percurso. Além disso, houve episódios de vandalismo, com cerca de 50 veículos danificados por piquetes, e ações de protesto no Terminal Alvorada, na Barra, que culminaram na depredação de grades e na invasão por passageiros insatisfeitos.

Entre as propostas apresentadas, a categoria reivindica a alteração da data-base para 1º de março, salários de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e R$ 4 mil para os demais, além do fim do contrato temporário e contratação sob o regime CLT para profissionais do BRT. Também estão na pauta o tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada de trabalho 5×2, manutenção do passe livre, indenização por 30 minutos de intervalo de almoço, plano de saúde e odontológico. Os sindicatos apontam que uma possível revisão salarial, considerando os valores atuais, resultaria em um reajuste de aproximadamente R$ 150 para motoristas convencionais e R$ 180 para os operadores de ônibus articulados, além de aumento no auxílio alimentação.


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