A Polícia Federal deu início nesta terça-feira à segunda fase da Operação Anafóra, voltada ao combate à lavagem de dinheiro relacionada ao desvio de recursos públicos na área da saúde. A ação ocorre quatro anos após a primeira etapa, que envolveu Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias e então candidato a vice-governador do Rio de Janeiro na chapa de Cláudio Castro.
A operação atual contou com o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, devido à existência de investigados com foro privilegiado. Os mandados foram realizados em locais situados nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias.
Durante as buscas em uma empresa de Xerém, distrito de Duque de Caxias, os agentes localizaram dinheiro escondido sob um sofá. Após contagem, foi constatada a apreensão de aproximadamente R$ 450 mil em espécie. A apuração mostra que os investigados possuem bens em nome de terceiros, realizam despesas incompatíveis com sua condição financeira e participam de negociações relacionadas a imóveis.
A Polícia Federal informou que a investigação sobre lavagem de dinheiro foi aprofundada após a primeira fase da operação, realizada em setembro de 2022. Os envolvidos podem responder por crimes de organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro, além de outros ilícitos que venham a ser identificados durante o andamento das apurações.
Em nota, Washington Reis afirmou que não foi alvo nesta segunda fase da operação e que as empresas relacionadas não pertencem a ele nem há participação sua nelas. O ex-prefeito reforçou sua colaboração com as investigações e destacou que nada foi encontrado que comprometa sua conduta. Ele também afirmou que se interessa pela continuidade do trabalho da Polícia Federal para que os responsáveis respondam pelos crimes praticados.
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