julho 1, 2026
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01/07/2026

Imóvel do antigo Cine Tijuca Palace será convertido em academia após mais de 30 anos fechado

Após mais de treze anos de inatividade, um antigo cinema na Tijuca, conhecido como Cine Tijuca Palace, passará por mudanças de uso. O imóvel, que foi o último cinema de rua a fechar as portas na região na década de 1990, será adaptado para receber uma rede de academias, após negociação entre os atuais proprietários e a administração municipal chegar a um acordo. O espaço já está passando por obras de reforma sob gestão da rede Academias Ultra, que assume o aluguel do local.

Situado na Galeria Caruso, na Rua Conde de Bonfim, o imóvel foi alvo de diversas tratativas envolvendo a Prefeitura do Rio, a RioFilme e a Secretaria Municipal de Cultura, visando sua reabertura. Contudo, essas tentativas não avançaram, sobretudo devido às dívidas de IPTU acumuladas pelo edifício desde seu fechamento.

Inaugurado em 1967, o cine consistia em um espaço dedicado ao cinema de arte e preservava muitos de seus elementos originais até o momento de encerramento. Em novembro, houve a retirada de equipamentos antigos, que foram encaminhados para reciclagem, enquanto negociações com a cadeia SmartFit estavam em andamento.

A família Valansi, proprietária do imóvel, possui uma significativa história na infraestrutura cinematográfica do Rio de Janeiro, tendo construído várias salas integradas a edifícios residenciais, além de administrar cinemas tradicionais na cidade, como Cine Coral e Cine Scala, no bairro de Botafogo, Cine Joia, em Copacabana, e Cine Paissandu, no Flamengo. Essa mesma família também foi responsável pela gestão da Companhia Cinematográfica Franco-Brasileira.

A região da Tijuca foi reconhecida na história do cinema do Rio por concentrar um importante polo de cinemas de rua. Essa área, especialmente ao redor da Praça Saens Peña, chegou a ser considerada uma espécie de “Cinelândia tijucana”, destacando-se como um centro de lazer na Zona Norte. Durante sua fase de maior atividade, o bairro abrigava cerca de 42 salas de exibição. No entanto, entre as décadas de 1970 e 1990, uma onda de fechamento levou ao desaparecimento de muitas dessas salas, substituídas por igrejas, supermercados e estabelecimentos comerciais. Atualmente, muitos desses edifícios contam com tombamento municipal, preservando a memória do bairro como um importante polo cultural.


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