Duas fatalidades em trilhas de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em um intervalo de menos de duas semanas, evidenciaram a necessidade de cuidados redobrados durante a exploração de áreas naturais. Os incidentes ocorreram em junho nos pontos turísticos mais visitados do município: a Gruta do Spar e a Pedra do Macaco.
No dia 14 de junho, uma mulher de 59 anos perdeu a vida após cair enquanto realizava um rapel na Gruta do Spar. Segundo relatos, a vítima teria escorregado ao aplicar repelente próximo ao ponto de ancoragem e, ao perder o equilíbrio, despencou de aproximadamente 30 metros de altura. Esses acontecimentos reacenderam o debate acerca da segurança em trilhas, especialmente em locais com trechos perigosos, como áreas íngremes, rochas e pontos de vista utilizados para registros fotográficos.
Especialistas ressaltam a importância de manter a atenção durante toda a atividade, desde o início da trilha até o momento de contemplar o cenário. Um guia de turismo e instrutor de cursos de liderança em ambientes naturais apontou que há uma tendência de descuido após alcançar o destino, com aventureiros se focando em fotos e esquecendo das medidas de segurança. Segundo ele, esse comportamento aumenta o risco de acidentes, um problema percebido nos episódios recentes.
A Pedra do Macaco, considerada uma trilha de curta duração e baixa exigência técnica, apresenta pontos que demandam atenção devido à sua exposição. Ainda que a trilha seja relativamente rápida, com duração de cerca de uma hora, a elevação e o desnível aumentam o potencial de acidentes. Uma das ocorrências envolveu uma descida pelo lado mais exposto da pedra, ilustrando o perigo de uma atitude de confiança excessiva frente às condições do ambiente.
Com a crescente busca por atividades ao ar livre, especialistas reforçam a necessidade de preparação adequada e cautela. Mesmo para quem possui experiência, é imprescindível atenção constante, especialmente em locais com altura ou obstáculos naturais. A contratação de profissionais qualificados também é vista como uma estratégia eficiente para reduzir riscos, embora não possa eliminar completamente os perigos associados à exploração de áreas naturais.
As recomendações para quem pretende realizar trilhas incluem verificar as condições climáticas, conhecer a fauna local, respeitar limites pessoais e comunicar familiares ou amigos sobre o percurso e o horário estimado de retorno. Além disso, é aconselhável começar as atividades cedo, utilizar roupas e equipamentos apropriados, levar água, alimentos, lanternas e um kit de primeiros socorros básico.
Os incidentes em Maricá reforçam que a convivência segura com o ambiente natural exige responsabilidade, planejamento e atenção contínua. Em ambientes de risco, meta de segurança deve prevalecer acima de tentativas de captação de imagens ou momentos de maior confiança, visando preservar a integridade física dos praticantes.
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