julho 13, 2026
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13/07/2026

Maricá enfrenta aumento de mofo e doenças respiratórias devido ao clima úmido

Maricá apresenta características geográficas que favorecem a alta umidade do seu clima, o que, em períodos de frio, chuva ou umidade elevada, costuma resultar em surgimento de manchas de mofo nas paredes, móveis e roupas, além de agravamento de problemas respiratórios. Este cenário é comum na região devido à sua extensa faixa litorânea e ao sistema de lagoas que conecta diversas lagoas ao oceano, formando um complexo lagunar de grande destaque na cidade.

A presença de serras e maciços próximos também influencia a circulação dos ventos, contribuindo para a manutenção de ambientes úmidos, especialmente durante o inverno. Mesmo com menor volume de precipitações nesta estação, frentes frias acompanhadas de ventos marítimos promovem a condensação de vapor de água no interior de imóveis com pouca ventilação, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de mofo nas paredes e tetos.

O mofo é composto por fungos microscópicos que liberam esporos no ar, podendo provocar problemas de saúde, particularmente em indivíduos alérgicos ou com doenças respiratórias pré-existentes. Os sintomas associados incluem rinite, sinusite, tosse persistente, irritação nos olhos, coceira no nariz, chiado no peito e agravamento de crises asmáticas, além de dores na garganta. Crianças, idosos e pessoas com imunidade comprometida são mais vulneráveis aos efeitos do mofo.

Para minimizar esses riscos, especialistas recomendam a circulação diária de ar nas residências, mesmo que por poucos minutos, especialmente nos horários de maior incidência de sol. Essa prática ajuda a reduzir a umidade interna e prevenir o crescimento de fungos. Algumas ações que contribuem para o controle incluem a ventilação contínua, uso da luz solar, elevação de móveis das paredes para facilitar a circulação de ar, armazenamento de roupas e calçados secos e a secagem completa de áreas molhadas.

Produtos como sílica gel, cloreto de cálcio, desumidificadores elétricos e tintas anti-inseto ajudam na gestão da umidade, especialmente em ambientes muito úmidos. No entanto, esses itens não substituem reparos estruturais, como a resolução de infiltrações, que são essenciais para o controle duradouro do problema.

A limpeza de manchas visíveis de mofo traz resultados temporários se a umidade não for controlada, pois o fungo tende a retornar em ambientes úmidos. Para áreas pequenas, a utilização de soluções específicas ou água sanitária diluída pode ser eficaz, sempre com cuidados de ventilação e uso de equipamentos de proteção.

O clima frio também impacta as doenças respiratórias, uma vez que aumenta a circulação de vírus e facilita a transmissão de infecções, além de potencializar os efeitos de fungos, ácaros e mudanças de temperatura em quem já sofre de problemas como rinite, sinusite ou asma.

É recomendado procurar assistência médica em caso de sintomas como falta de ar, febre persistente, tosse prolongada, chiado intenso, crises frequentes de alergia ou sinais que não melhoram após limpezas e cuidados ambientais. Muitas vezes, o tratamento da condição depende de ações direcionadas à eliminação da fonte da umidade, além de cuidados clínicos específicos.

Diante de um ambiente natural e geograficamente favorecido à umidade, a manutenção adequada das residências com medidas simples de ventilação, controle da umidade e reparos estruturais é essencial para promover maior bem-estar e saúde aos moradores de Maricá.


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