Policiais civis da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro, desencadearam nesta quarta-feira uma operação contra uma rede complexa de lavagem de dinheiro relacionada ao tráfico de drogas. A ação resultou na prisão de oito suspeitos e na realização de buscas e apreensões em diversos estados do Brasil, além de medidas de bloqueio de bens e ativos financeiros.
A investigação revelou que o esquema movimentou mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024, por meio de empresas de fachada sediadas em diferentes regiões. Essas empresas eram utilizadas para dar aparência de legalidade a recursos provenientes de atividades ilícitas, como tráfico de drogas, receptação e comércio de produtos falsificados. A operação teve início após a atuação de uma facção no Complexo de São Carlos, na capital fluminense, e identificou que a estrutura financeira também atendia às organizações criminosas Primeira Capital, Comando Vermelho e ao Terceiro Comando Puro, atuando como uma espécie de prestadora de serviços financeiros.
Durante as diligências, foi constatada uma possível ligação com um integrante de uma rede de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda, com conexão a outros países, especialmente na região da Tríplice Fronteira. Empresas registradas em São Paulo e Minas Gerais funcionavam como intermediárias na movimentação internacional de recursos ilícitos, que eram realizados por meio de transferências sucessivas, depósitos fracionados e operações bancárias de difícil rastreamento. Além disso, foi identificada uma relação comercial com um indivíduo sancionado pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos, ligado à estrutura de financiamento da Al-Qaeda. Investigações apontam também para o envolvimento de um contador responsável pela escrituração de diversas empresas, essencial para manter a aparência de legalidade e omitir obrigações legais que poderiam alertar as autoridades financeiras.
As autoridades continuam as investigações, buscando identificar outros envolvidos e ativos relacionados ao esquema, além de aprofundar as investigações sobre as movimentações internacionais. A operação visa enfraquecer a estrutura financeira das organizações criminosas, contribuindo para o combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades ilícitas.
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