Uma fotografia mostrada nesta semana pelo portal ICL Notícias revela o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. A imagem foi registrada em um hotel na zona sul do Rio de Janeiro, em 2022, e sua origem foi confirmada por uma fonte anonima ao jornal.
De acordo com o portal, a foto foi obtida de um informante, sem identificação, e não há informações sobre o contexto exato da ocasião. O assessor de Flávio Bolsonaro afirmou que o senador não conhece Luiz Phillipi Mourão e nunca o teria visto antes. A defesa ressalta que, por frequentar eventos públicos, o parlamentar é frequentemente abordado por diversas pessoas, dificultando o reconhecimento de cada uma delas. Além disso, a equipe de defesa levantou a possibilidade de que a imagem possa ter sido criada ou alterada por inteligência artificial, o que foi descartado após análise por ferramentas específicas que não detectaram indícios de manipulação, além de uma verificação independente feita pelo g1, que também indicou baixa probabilidade de adulteração.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, popularmente chamado de “Sicário”, é apontado pela Polícia Federal como uma figura de destaque numa estrutura de inteligência ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controller do Banco Master. As investigações indicam que ele fazia parte de uma rede paralela que monitorava desafetos, acessava informações sigilosas e realizava ações de interesse dos interesses do banqueiro, incluindo o uso de credenciais de terceiros para acessar bancos de dados de órgãos federais e estrangeiros. A PF relata que Mourão recebia cerca de um milhão de reais mensais por suas atividades.
Preso em março de 2026 durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, Mourão foi acusado de integrar um esquema envolvendo crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e invasão de dispositivos eletrônicos. Alguns horas após a detenção, ele sofreu um episódio que levou à morte encefálica enquanto permanecia sob custódia da Polícia Federal. A investigação sobre sua morte foi concluída pela PF, que manteve as conclusões acerca de suas ações no esquema ligado a Daniel Vorcaro e sua atuação como um dos operadores de confiança do banqueiro.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



