O Ministério Público Federal foi acionado para analisar a conduta de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após ele ter divulgado, ao vivo, uma carta endereçada ao seu pai, Jair Bolsonaro, e ter sido proibido pelo Supremo Tribunal Federal de visitá-lo. A defesa do ex-presidente afirmou que desconhecia a ação do senador na publicação do documento.
A decisão do STF ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes determinar uma suspensão de 90 dias nas visitas de Flávio Bolsonaro ao pai. Segundo o magistrado, a publicação da carta teria violado uma das regras da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, que impede o acesso às redes sociais por parte do ex-presidente. Por sua vez, os advogados alegaram que não houve instruções ou pactuação prévia para que o texto fosse divulgado na internet.
Após essa manifestação, Moraes encaminhou o caso para avaliação da Procuradoria-Geral da República. Essa deverá emitir um parecer oficial em cinco dias, analisando se houve descumprimento das normas da prisão domiciliar. Caso seja confirmado o descumprimento, o ministro poderá reconsiderar o regime de restrição do ex-presidente.
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