julho 18, 2026
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18/07/2026

Juíza garante que críticas políticas de William Andrade estão protegidas pela liberdade de expressão

Uma decisão judicial recente considerou que uma postagem nas redes sociais feita por um aposentado está protegida pelo direito de liberdade de expressão, em um caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A sentença da 6ª Vara Cível de Brasília determinou a rejeição do pedido de indenização proposto por Bolsonaro, que buscava a remoção do conteúdo, uma retratação pública e uma compensação de R$ 61 mil.

O processo foi instaurado após William Andrade, de Niterói (RJ), compartilhar uma reportagem produzida pela revista Fórum, a qual tratava de denúncias envolvendo o senador. Na publicação, Andrade chamou Flávio Bolsonaro de “lavador de dinheiro”, “miliciano”, “ladrão” e “criminoso” ao comentar uma matéria sobre uma suposta oferta de R$ 5 milhões feita pelo parlamentar a depoentes ligados ao caso da CPMI do INSS, envolvendo uma denúncia do deputado Rogério Correia (PT-MG). O parlamentar alegou que esses termos prejudicaram sua imagem e pediu reparação jurídica.

Na justificativa da sentença, a juíza Gabriela Jardon Guimarães de Faria afirmou que, apesar de as expressões serem “ásperas e contundentes”, elas fizeram parte do debate político público e estavam baseadas em informações já difundidas na mídia. Segundo ela, não foi demonstrado que Andrade tivesse criado fatos falsos ou divulgado informações inexatas. Além disso, o documento destacou que a publicação teve baixa repercussão, com apenas 48 visualizações, três curtidas e um comentário, o que diminui a alegação de impacto significativo à imagem do político.

A magistrada reforçou que figuras públicas estão sujeitas a críticas mais frequentes, sendo impossível limitar sua liberdade de expressão na esfera pública. Assim, a sentença concluiu que não houve ato ilícito na postagem e rejeitou as solicitações de Bolsonaro, acolhendo a defesa do direito à liberdade de expressão e ao debate político. A decisão está em consonância com a compreensão de que críticas, mesmo duras, fazem parte do ambiente democrático e não configuram, por si só, ilícito civil ou criminal.


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