Na tarde deste sábado, um incêndio atingiu um edifício abandonado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), localizado na Rua Santa Alexandrina, no bairro Rio Comprido, Zona Norte do Rio de Janeiro. O prédio, que atualmente abriga a ocupação denominada Luiza Mahin, foi tomado por mais de cem famílias desde agosto deste ano, e as chamas foram registradas principalmente no quarto andar, com fumaça visível nos andares superiores.
Moradores próximos acionaram o Corpo de Bombeiros, que chegou ao local por volta das 16h26 para conter o fogo. Até o momento, não há confirmações de feridos ou vítimas, nem informações detalhadas sobre as causas do incidente ou se todas as famílias conseguiram deixar o edifício com segurança.
A ocupação começou no dia 7 de agosto, após integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) invadirem o prédio, que pertence à União. A iniciativa foi batizada em homenagem à líder histórica da resistência negra, Luiza Mahin. Segundo os ativistas, o objetivo era assegurar moradia a famílias que enfrentavam dificuldades com aluguel, despejos ou que não tinham acesso a programas habitacionais. O edifício, que funcionou como sede do Inmetro até 2021, encontrava-se desativado há aproximadamente cinco anos e havia sido cedido ao Arquivo Nacional, que pretendia ampliar suas instalações.
Desde 2025, o estado de abandono do imóvel tem sido objeto de denúncias por moradores e acompanhamento por veículos de imprensa. Em uma vistoria realizada em abril deste ano, a Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara Municipal identificou danos estruturais, vidraças destruídas e sinais de ocupações irregulares, além de constatar que o prédio estivesse sem vigilância desde setembro de 2025. Essas informações foram encaminhadas ao Ministério Público Federal para providências.
Após a entrada das famílias na propriedade, a Justiça Federal determinou a reintegração de posse, e o Ministério Público solicitou uma investigação policial sobre episódios de invasão e depredação. Ainda não há detalhes sobre o impacto do incêndio nos danos estruturais do prédio ou sobre o estado de segurança das famílias atualmente morando no local. As autoridades continuam monitorando a situação e aguardando desdobramentos futuros.
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