Na última semana, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, levando à intensificação das tensões na região e à disparada nos preços internacionais do petróleo. Após os ataques a instalações petrolíferas no Oriente Médio, os preços do petróleo Brent e WTI atingiram seus maiores valores desde 2022, refletindo a preocupação global com o fornecimento de energia. Enquanto isso, o mercado nacional de combustíveis também foi afetado, com aumento significativo nos valores da gasolina e do diesel.
Desde o início do conflito, os preços da gasolina no mercado americano subiram aproximadamente 74 centavos por galão, representando uma alta de 26,9% no último mês. A gasolina comum atingiu cerca de US$ 3,72 por galão, o maior valor desde outubro de 2023. O diesel também apresentou forte incremento, chegando a uma média de quase US$ 5 por galão, refletindo uma alta total de US$ 1,24. Empresas de transporte já começaram a repassar esse aumento ao consumidor, aplicando sobretaxas de combustível.
No cenário internacional, os preços do petróleo Brent fecharam em US$ 100,21 por barril e o WTI chegou a US$ 93,5, níveis inéditos desde 2022. Esses valores elevam as preocupações sobre a estabilidade do fornecimento, sobretudo por causa do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica pelo qual passa aproximadamente 20% do petróleo mundial. Após os ataques à ilha de Kharg e a destroços de um drone iraniano que atingiram um terminal no Emirados Árabes Unidos, a instabilidade na região se agravou, levando o Irã a restringir o passagem de petroleiros pelo estreito.
Analistas de commodities do banco ING afirmam que a possibilidade de escalada do conflito continua presente. O secretário de Defesa dos EUA pediu que aliados enviem navios de guerra para garantir a segurança no perímetro do Estreito, chegando a ameaçar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otã) caso não haja apoio. Até o momento, nenhum país confirmou o envio de tropas ou embarcações militares. Por sua parte, o Irã declarou que pode atacar infraestrutura de petróleo e gás natural vinculada aos Estados Unidos, aumentando a incerteza quanto à continuidade da estabilização na região.
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