Estudantes do Centro Acadêmico do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro promovem uma manifestação nesta terça-feira, a partir das 15h, em resposta a diversas questões que afetam a comunidade acadêmica da unidade. A paralisação, iniciada às 7h, envolve ações descentralizadas em diferentes setores da instituição e deve culminar com uma concentração na Reitoria, na Cidade Universitária.
As principais pautas de reivindicação incluem problemas como assédio denunciado por mais de quatro alunas, precarização do serviço no restaurante universitário, greve dos técnicos-administrativos e a falta de programas de assistência estudantil. Segundo o Centro Acadêmico, várias dessas questões vêm causando insatisfação e insegurança entre estudantes, professores e funcionários.
No caso do assédio, uma estudante relatou que um professor do Instituto de Matemática, denunciado há um ano por violência sexual junto à Ouvidoria e à Polícia Civil, continua atuando na instituição. Apesar da denúncia, apurações parecem estar paralisadas, e uma aluna chegou a abandonar o curso diante do impacto do episódio. A situação levou a protestos internos, incluindo ações de panfletagem e colocação de cartazes, além de tentativas de contato com as autoridades da universidade, sem sucesso de retorno.
Outro problema grave refere-se à rotina do restaurante universitário, marcado por faltas constantes de alimentos, atrasos no pagamento dos funcionários terceirizados e casos de contaminação com larvas e objetos na comida. Essas falhas têm causado prejuízos aos estudantes, que frequentemente encontram dificuldades para se alimentar adequadamente, além de períodos de desabastecimento.
Os atrasos de salários dos trabalhadores administrativos também têm afetado o funcionamento da instituição. Desde março deste ano, a biblioteca permanece fechada, estudantes relataram dificuldades na renovação de matrículas, e o pagamento de bolsas foi interrompido, sem novos editais de auxílios estudantis. Esses problemas têm provocado impacto direto na rotina acadêmica e no bem-estar dos estudantes.
A universidade ainda não respondeu às manifestações e às denúncias feitas pela comunidade acadêmica. A expectativa agora é de que as ações de protesto tragam atenção às demandas e pressionem por soluções concretas.
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