A Arena Cultural Dicró, situada na Zona Norte do Rio de Janeiro, oferece durante julho uma programação de iniciativas culturais gratuitas voltadas às manifestações populares, saberes tradicionais e expressões artísticas da periferia. Administrada pelo Observatório de Favelas em parceria com a prefeitura local, a programação visa fortalecer o protagonismo cultural dos territórios.
Entre as atividades destaca-se uma oficina de dança afro, intitulada BAILÔKAPRETA, conduzida por Mylodê, com foco na construção de corpos negros livres e ancestrais. Além dela, há encontros semanais de passinho e a Cypher do Passinho, um espaço de troca entre grupos e praticantes que preservam essa manifestação cultural das favelas cariocas. Essas ações buscam valorizar as expressões urbanas relacionadas às comunidades locais.
As atividades também incluem oficinas de agroecologia e de tranças, realizadas em parceria com o Centro Comunitário Nereu Lopes. Essas ações promovem debates sobre saúde coletiva, ancestralidade e práticas comunitárias, além de ações de plantio na Agroflorestinha da Arena Dicró. Uma contação de histórias musicada, “A Árvore do Esquecimento”, conduzida por Zeza Barral, aborda temas ligados à memória, identidade e religiões afro-indígenas.
Para o público infantil, a programação contempla oficinas de ballet, jazz e música, além de apresentações teatrais como “A Fórmula Mágica”, que alia humor e fantasia para tratar de temas ambientais, estimulando a imaginação das crianças.
A cena artística local também é destaque, com eventos como o Festival Criativo 2026, fruto de criações de estudantes, o espetáculo julino “Arraiá do Pé Esticado” e o 3º Fest In Saltare Corpus Movens, que celebra a diversidade de corpos na dança. Essas ações envolvem artistas, escolas e comunidades municipais.
Na área de artes visuais, a exposição “Ruas”, em cartaz na Galeria L até 14 de julho, reúne obras de artistas ligados às regiões da Penha e Maré. A mostra propõe uma reflexão sobre as ruas como espaços de convivência, afetividade, pertencimento e resistência, contrapondo-se às narrativas que associam esses locais à violência.
A programação também inclui eventos tradicionais, como o Bailão do Ary, o Cineclube Adélia Sampaio, além de uma Festa Julina de Todos os Santos, voltada ao fortalecimento de vínculos comunitários por meio de ações de saúde e cultura popular.
A Arena Dicró funciona de terça a domingo, com atividades variadas ao longo do dia, promovendo acesso gratuito à cultura e às manifestações tradicionais da região.
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