maio 19, 2026
maio 19, 2026
19/05/2026

Caso de maus-tratos em creche clandestina em São Gonçalo está sob investigação

Na terça-feira (19), vídeos emergentes nas redes sociais e aplicativos de mensagens provocaram forte repercussão após mostrarem supostas agressões a crianças em uma creche situada no bairro do Pacheco, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As imagens revelam atos de violência praticados por funcionários contra os pequenos, levando as autoridades a iniciarem investigações.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio começaram a apurar o caso, após denúncia de familiares e relatos de moradores. A administração municipal declarou que o estabelecimento não possuía licença de funcionamento, autorização sanitária ou reconhecimento junto ao Conselho Municipal de Educação. Equipes da Vigilância Sanitária, agentes de postura e o Conselho estiveram no local, que estava fechado durante a fiscalização.

Conforme os registros, as imagens exibem episódios de maus-tratos, incluindo agressões físicas e xingamentos. Em um dos vídeos, uma funcionária pressiona um travesseiro contra o rosto de uma criança deitada no chão, aparentemente tentando fazê-la dormir, enquanto o menino chora. Em outro, uma criança é levantada bruscamente pelos ombros e obrigatoriamente colocada em uma cadeira, sob comando de uma funcionária.

Moradoras relataram que, após perceberem alterações no comportamento de seus filhos, decidiram retirá-los da creche. Uma mãe contou que seu filho chorava ao entrar na unidade, demonstrava medo e retornou para casa com marcas visíveis. Familiares também relatam que, com frequência, vizinhos ouviram choro intenso vindo do imóvel.

Segundo a diretora da creche, Gisele Santos, as funcionárias envolvidas foram afastadas, e a instituição estaria colaborando com as investigações. A creche operava de forma clandestina, sem autorização oficial, o que reforça as ações policiais em andamento. O caso está na 75ª Delegacia de Polícia, com procedimentos em andamento que buscam esclarecer a extensão das agressões, o envolvimento de outras crianças e possíveis responsabilidades dos funcionários e responsáveis pela unidade.


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