abril 18, 2026
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18/04/2026

Cenas de abandono de animais no Brasil atingem 4,8 milhões, exigindo ações integradas

No Brasil, o abandono de cães e gatos mantém-se em níveis elevados, revelando fragilidades na estrutura de atenção e controle de animais de rua. Dados do Instituto Pet Brasil indicam que aproximadamente 4,8 milhões de animais estão atualmente em situação de risco ou sem tutores, com maior concentração em grandes centros urbanos, o que sobrecarrega sistemas públicos e redes de apoio voluntário.

Especialistas ressaltam que o problema vai além do simples ato de descartar animais, refletindo uma complexa combinação de fatores. O veterinário e professor universitário Flavio Fernando Batista Moutinho explica que não há uma confirmação precisa de aumento na quantidade de animais abandonados, mas que a percepção é de crescimento, vinculada a fatores como reprodução descontrolada, falta de políticas públicas eficazes e o próprio abandono.

No âmbito da saúde coletiva, a presença de animais nas vias públicas exige atenção contínua. Moutinho observa que, embora nem todos estejam doentes, há risco de transmissão de doenças por animais infectados, o que reforça a necessidade de monitoramento. O conduta atual tem se direcionado mais ao acompanhamento de casos de infecção, em contraposição às ações passadas de recolhimento indiscriminado, indicando uma mudança de paradigma que busca integrar saúde, ecologia e ética animal.

Para solucionar o problema, especialistas defendem uma abordagem integrada e de longo prazo. A combinação de ações educativas, fiscalização do comércio de animais e manejo populacional é essencial. Segundo Moutinho, nenhuma iniciativa isolada é suficiente, sendo necessário um esforço conjunto entre setor público e sociedade, com investimento em informação e responsabilização. A continuidade do abandono sobressai como principal obstáculo ao avanço de soluções mais efetivas.


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