O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, realizou uma ampla operação de exonerações nos primeiros 30 dias de sua gestão, chegando a dispensar cerca de 1.419 servidores desde 23 de março. A maioria dessas saídas ocorreu em áreas estratégicas, como Casa Civil, Secretaria de Governo, Saúde e Fazenda, além de autarquias como a Cedae e o fundo Rioprevidência.
As ações de desligamento fazem parte de uma auditoria coordenada pelas equipes da Casa Civil e Secretaria de Governo, que avaliam a gestão de diferentes secretarias e entidades públicas. Segundo informações do governo estadual, novas exonerações ainda estão previstas, enquanto os trabalhos internos de fiscalização continuam sendo realizados.
O movimento tem gerado reações de diferentes setores políticos. Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao governo estadual, elogiou a postura adotada por Couto, destacando a importância de investigações anticorrupção. No cenário político, há percepções de que essas mudanças possam estar alinhadas a estratégias para fortalecer a candidatura de Paes, que lidera as pesquisas de intenção de voto.
Atualmente, Couto mantém o foco na continuidade das auditorias, enquanto a administração estadual acompanha os desdobramentos dessas ações e os possíveis impactos políticos na disputa pelo Palácio Guanabara.
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