Na manhã desta segunda-feira, iniciou-se a demolição do muro que isolava a Praça Sarah Kubitschek, situada em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A estrutura, que há anos dificultava a visibilidade do espaço e funcionava como barreira física, vinha sendo alvo de reivindicações de moradores e comerciantes da região.
A retirada do muro encerra uma disputa que se estendia por mais de uma década, promovendo a abertura do local ao público. Como parte do projeto, um painel do escritor e cartunista Millôr Fernandes, que atualmente se encontra na estrutura, será preservado e transferido para o muro da Escola Municipal Cócio Barcellos, situada a aproximadamente cinco quarteirões de sua localização original. A medida visa conciliar a valorização da obra artística com a revitalização da praça.
De acordo com o presidente da Associação de Moradores de Copacabana (Amacopa), a retirada do obstáculo responde a um antigo desejo da comunidade. Segundo ele, a inclusão do muro contribuiu para o isolamento e a deterioração do espaço ao longo dos anos, além de impedir uma maior convivência e o desenvolvimento de ações culturais e de lazer na área.
Moradores relatam que, nos últimos tempos, a praça vinha sendo utilizada de modo irregular, com presença de usuários de drogas, ocupação por criminosos e ausência de iluminação e visibilidade adequada. Essas questões, aliadas à falta de infraestrutura, fizeram com que o espaço fosse pouco frequentado e pouco aproveitado pela comunidade.
A Secretaria Municipal de Conservação realizou uma intervenção de revitalização que prevê uma requalificação completa da praça. O projeto inclui recuperação do piso, instalação de rampas de acessibilidade, reforma de escadas, além de melhorias em bancos e mesas. Também estão previstos novos brinquedos, instalação de uma parede de escalada e um piso emborrachado na área infantil, com foco na criação de um espaço de convivência, lazer e cultura.
A iniciativa tem como objetivo transformar a praça em um ambiente mais aberto, seguro e integrado ao bairro, estimulando a circulação de pessoas e contribuindo para a redução da criminalidade na região. O vereador responsável pela área destacou que a remoção do muro deve promover uma maior valorização do espaço urbano e facilitar sua integração com a comunidade local.
A retirada do obstáculo foi resultado de anos de mobilização popular, com abaixo-assinados que reuniram mais de 3 mil assinaturas e um recente documento com 472 apoios, além de pedidos enviados à Prefeitura e ao Ministério Público. A expectativa é que a abertura do espaço incentive a participação dos moradores, aumentando o fluxo de pessoas e promovendo ações de fortalecimento da convivência comunitária.
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