Na cidade do Rio de Janeiro, dois policiais militares foram assassinados com tiros de fuzil em um intervalo de cinco dias. O episódio mais recente ocorreu na manhã desta segunda-feira (1º), quando o sargento Adriano Pereira de Souza, de 36 anos, foi atingido durante uma operação na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte.
Durante a ação, que tinha como objetivo desmontar barricadas e reforçar o combate ao crime na área, a equipe policial enfrentou suspeitos armados. No confronto, o sargento foi atingido na região da cabeça. Ele foi rapidamente socorrido por helicóptero e conduzido ao Hospital Central da Polícia Militar, situado no Estácio, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele, foram apreendidos um fuzil e uma pistola, embora nenhum suspeito tenha sido detido.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar emitiu uma nota de pesar pela morte do policial. Adriano era pai de dois filhos.
A violência que culminou na morte do sargento ocorreu cinco dias após o assassinato do subtenente André Luiz Cardoso Eccard, de 49 anos, atingido por tiro de fuzil na cabeça enquanto realizava patrulhamento na comunidade da Covanca, no Tanque, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Durante o atentado, ele e outros três policiais foram baleados; dois tiveram ferimentos na cabeça, e um terceiro foi atingido nas costas. Eccard não resistiu aos ferimentos. O militar, que integrava o Grupo de Ações Táticas (GAT) e ingressou na corporação em 2000, morreu na hora.
De acordo com o Instituto Fogo Cruzado, desde o começo do ano, 51 agentes de segurança foram baleados na Região Metropolitana do Rio. Destes, 22 perderam a vida, enquanto 29 ficaram feridos. Entre os policiais militares, 18 oficiais foram mortos e 23 sobreviveram aos ataques. Com a morte do sargento Adriano Pereira de Souza, o total de policiais militares mortos em 2023 subiu para 18. As autoridades permanecem alerta quanto à crescente violência na região.
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